Domingo, Dezembro 4, 2022
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Assembleia Municipal de Beja exige fibra ótica nas aldeias do concelho

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A Assembleia Municipal de Beja (AMB) exigiu que as populações possam aceder à Internet de fibra ótica nas aldeias do concelho que já dispõem destas infraestruturas, mas onde o serviço ainda não está disponível.

Esta posição consta de uma moção subscrita por todas as freguesias do concelho e aprovada, por unanimidade, na mais recente reunião da AMB, realizada na terça-feira.

Contactada hoje pela agência Lusa, a presidente da AMB, Conceição Casanova, indicou que a moção “começou por ser” da União de Freguesias de Albernoa e Trindade, mas, por ser “um problema comum em várias localidades”, passou a “moção conjunta”.

Também em declarações à Lusa, o presidente da União de Freguesias de Albernoa e Trindade, Carlos Casimiro (PS), revelou hoje que esta moção resultou do descontentamento da população destas aldeias com a ausência do serviço de fibra ótica.

“A população tem um abaixo-assinado, que, se calhar, já tem mais de 300 subscritores e ainda continua a recolher assinaturas em vários locais, nas sedes da união de freguesias e em estabelecimentos comerciais”, disse.

Assinalando que as infraestruturas de fibra ótica até “estão instaladas nas aldeias”, o autarca referiu que os habitantes, quando pedem a instalação do serviço, “a resposta que lhes dão” é a de que “é só para empresas”.

“A união de freguesias, inclusive, já pediu para que fosse instalada fibra ótica e, até agora, não tivemos resposta”, adiantou, considerando que os cidadãos das aldeias devem estar em “igualdade de circunstâncias” com os que vivem nas cidades.

Segundo o presidente desta união de freguesias, nas estatísticas da operadora Meo [Altice Portugal], “conta como se estivesse instalada a fibra ótica nas aldeias quando não está”, pois “simplesmente estão as caixas, mas não estão a ser utilizadas”.

Sem fibra ótica, advertiu Carlos Casimiro, as comunicações “são mais lentas e com alguns cortes”.

O que prejudica “pessoas em teletrabalho que precisam” destes serviços de Internet para “terem melhores condições de trabalho”, argumentou.

A moção vai ser agora enviada para a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), Meo [Altice Portugal], ministra da Coesão Territorial e deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo eleitoral de Beja.

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