As rendas das casas no Alentejo registaram uma subida anual de 3,1%, apesar da descida verificada a nível nacional. Os dados constam do índice de preços do idealista, divulgado a 3 de fevereiro de 2026, que aponta para uma redução de 1,9% no custo do arrendamento em Portugal face a janeiro do ano passado.
Segundo o relatório, arrendar casa no país passou a custar, em termos medianos, 16,1 euros por metro quadrado no final de janeiro, consolidando uma tendência de descida que se prolonga há três meses. A variação trimestral situa-se em -5,3%, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m² registado em outubro de 2025.
Alentejo mantém subidas e fixa preço médio em 11 euros/m²
Apesar do recuo em várias regiões, o Alentejo continua entre as zonas onde os preços do arrendamento aumentaram no último ano. O valor mediano regional é agora de 11 euros por metro quadrado, posicionando-se abaixo das áreas metropolitanas e do Algarve, mas acima de outras regiões como o Centro e os Açores.
Beja e Évora entre os distritos com maiores subidas
No plano distrital, o Alentejo destaca-se com aumentos relevantes. Beja registou uma subida anual de 12,6%, sendo a segunda maior do país, enquanto Évora apresentou um aumento de 9,5%. Em termos de preços medianos, Évora surge entre os distritos mais caros para arrendar, com 12 euros/m², enquanto Beja atinge os 10,8 euros/m².
Em sentido inverso, Portalegre registou uma descida anual de 3,2%, sendo uma das poucas zonas do país onde os preços baixaram.
Lisboa continua a liderar valores mais elevados
Apesar da estabilização dos preços na capital, Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para arrendar casa, com um valor mediano de 21,8 euros/m². No ranking distrital, Lisboa lidera com 20 euros/m², seguida da Madeira e do Porto.
O idealista refere que o índice é calculado com base nos preços de oferta publicados na plataforma, sendo eliminados anúncios fora de mercado ou sem interação relevante, com o resultado final obtido através da mediana dos anúncios válidos.

