Arraiolos: Solaria lançou a primeira pedra da 1ª de três centrais solares no Alentejo (c/fotos)

Central solar de arraiolos

A empresa espanhola “Solaria”, lançou a primeira pedra de uma das quatro centrais fotovoltaicas que vai construir em Portugal.

Nesta cerimónia realizada, na Herdade Mendo Marco, próximo de Arraiolos, esteve presente o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, o Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, bem como Olga Martins, Diretora Regional da Conservação da Natureza e das Florestas do Alentejo / ICNF.

O evento de inauguração teve lugar próximo de Alentejo, onde se encontram três das quatro centrais fotovoltaicas da Solaria.

Com estes projetos, a empresa posiciona-se como a primeira a inaugurar os parques do leilão fotovoltaico que Portugal realizou em 2019.

Os projetos da Solaria em Portugal fazem parte da estratégia de expansão internacional da companhia e aproxima-a do seu objetivo de atingir 6,2 GW até 2025. Existem quatro centrais, três das quais estão localizadas na região do Alentejo, especificamente em Arraiolos (Mendo Marco – 23,3 MW), Elvas (Monte Falcato – 14,1 MW) e Alandroal (Herdade Canhões – 13,7 MW), a quarta situa-se na região de Lisboa, em Alenquer (Casais da Marmeleira – 12,1 MW).

Os quatro projetos envolvem um investimento de até 23 milhões de euros, revelou a Solaria, que traçou como meta em Portugal chegar a 2030 com um gigawatt (GW) de produção solar, fruto de 350 milhões de euros investidos.

De acordo com a empresa “uma vez operacionais, as quatro instalações evitarão emissões para a atmosfera de mais de 690.000 toneladas de CO2, em conformidade com os objetivos da União Europeia de reduzir os gases com efeito de estufa em 55% até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2050.

Arturo Díaz-Tejeiro, CEO da Solaria, afirmou que “estamos encantados com a inauguração hoje das centrais localizadas nas regiões do Alentejo e Lisboa. O desenvolvimento destes parques solares em Portugal é um marco importante para a Empresa, uma vez que nos permite dar mais um passo em frente na nossa determinação de cumprir os objetivos que nos propusemos em termos de internacionalização e desenvolvimento neste país, objetivos esses que fazem parte do nosso plano estratégico”.

Já o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, em declarações aos jornalistas após descerrar uma placa e assistir à apresentação do projeto, lembrou que Portugal “tem uma quota muito pequenina” de produção solar, “inferior à de Inglaterra”, país que “não é propriamente conhecido pelas suas muitas horas de sol”.

Rumo à neutralidade carbónica em 2050, é preciso “multiplicar” aqueles que eram “um pouco mais de 700 MW quando comecei, em 2016, em pelo menos 7.000” MW, frisou o governante, referindo que, por enquanto, Portugal atingiu “1,3 GW”, mas “é fundamental acelerar este processo”.

Fique de seguida com as imagens desta cerimónia, numa reportagem de Hugo Calado: