Apenas 1 militar da GNR disponível para auxiliar Bombeiros de Borba, nos incidentes do passado Domingo

Quartel Bombeiros de Borba

Como noticiámos, na madrugada do passado domingo (19 de Julho), o Quartel dos Bombeiros de Borba voltou a ser palco de incidentes muito semelhantes aos que aconteceram em Novembro de 2019, sendo que desta vez envolveu cidadãos estrangeiros.

Segundo ODigital.pt conseguiu apurar, esta situação voltou a expor alguma fragilidade na Guarda Nacional Republicana, no que diz respeito ao número de efectivos, pois, num primeiro momento, em resposta a estes incidentes apenas um militar do Posto da GNR de Borba se deslocou para o Quartel dos Bombeiros de Borba e só depois chegaram outras patrulhas da Guarda.

Sabemos ainda que o Militar que se deslocou ao Quartel dos Bombeiros estava destinado ao atendimento de posto, mas como o Militar de Patrulha se tinha deslocado a Évora, para entregar na morgue o corpo de um homem que nessa noite tinha sido encontrado morto no concelho de Borba, o único militar que estava no posto deslocou-se ao Quartel. Neste caso o Posto da GNR de Borba não fechou portas, porque no interior do Posto estava um militar a descansar, já fora do serviço, pois tinha terminado o seu turno às 00 horas e foi este que assegurou o atendimento de Posto.

Já no Quartel de Bombeiros de Borba, o Militar foi depois coadjuvado pela Patrulha do Posto de Vila Viçosa e não pelo Posto de Estremoz, como estava escalonado, pois o Militar de Patrulha do Posto de Estremoz, estava também em Évora com o outro Militar de Borba, a entregar o corpo do homem, como já referimos.

Uma situação que expôs, uma vez mais, o reduzido número de efectivos que o Comando de Évora tem e que já se regista há algum tempo. No caso de Borba, a Autarquia tem feito tudo junto da GNR e até mesmo do Governo para solucionar a falta de efectivos e até mesmo para melhorar as condições de trabalho dos militares, mas até ao momento sem sucesso.

ODigital.pt contactou o Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana, que não negou toda a situação, referindo que “como já em outras ocasiões foi respondido, acontecem por vezes motivos inopinados, que podem ser vários, desde doença de militares, diligências em tribunais ou outras, que fazem com que um determinado Posto fique temporariamente com o seu patrulhamento assegurado por militares de um outro Posto Territorial, sendo que a resposta a qualquer ocorrência não está em causa, pois a gestão em cada momento está a cargo da sala de situação, que labora em permanência 24 horas por dia.”

A GNR de Évora, salienta ainda que “a sala de situação deste Comando monitoriza todas as forças do dispositivo, sabendo-se a cada momento onde estão e em que atividade estão empenhadas”.

Já sobre o caso do passado Domingo, em Borba, o Comando de Évora afirma que “a situação mereceu o tratamento necessário culminando na devida identificação de todos os intervenientes e elaboração de expediente dirigido às entidades competentes e não nos parece que outra forma de atuar fosse necessária.”

O Comando ressalva ainda que “a missão da guarda é bastante abrangente tendo sempre como prioridade as pessoas, referindo-se que este Comando para além do patrulhamento de giro/ocorrências, lança igualmente numa base diária ininterrupta através das Secções de Policiamento Comunitário e Prevenção Criminal, dos Destacamentos Territoriais, do seu Destacamento de Trânsito, bem como do Destacamento de Intervenção, várias patrulhas em complemento e/ou apoio a todos os Postos.”

Na resposta que nos foi remetida, o Comando de Évora da GNR conclui referindo que “continuamos pois, a desenvolver a nossa atividade de proteção das populações com a melhor resposta possível e disponível independentemente de quem tivermos que acionar para os locais que careçam da nossa presença, não sendo a área administrativa e territorial de um Posto a nossa exclusiva preocupação, mas sim o conjunto de todos os concelhos do Distrito. O escalão superior faz exatamente a gestão dos meios de uma forma mais abrangente, estando disponível para enviar reforços se for assim o entendimento que resulta de cada avaliação ao grau de ameaça e necessidade do uso de meios coercivos.”

De salientar que ODigital.pt contactou ainda o Ministério da Administração Interna que até ao momento não prestou quaisquer declarações.