Um mês depois de assumir a coordenação da Área Social da Fundação Eugénio de Almeida, António Martins faz um primeiro balanço das novas funções. Ao Jornal ODigital.pt, garante que a prioridade passa por ouvir as pessoas e as instituições, mantendo a estratégia que tem vindo a ser desenvolvida e reforçando o trabalho em rede no território.
A Área Social da Fundação Eugénio de Almeida tem um novo coordenador. António Martins assumiu recentemente a liderança de um dos principais departamentos da instituição, sucedendo a Henrique Sim-Sim, que deixou a Fundação no início deste ano para integrar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo como vice-presidente responsável pela área da Cultura.
A mudança representa uma nova etapa para uma área que, ao longo dos últimos anos, tem assumido um papel relevante na promoção da inovação social, do voluntariado, da qualificação das organizações sociais e do desenvolvimento de projetos comunitários em Évora e no Alentejo Central.
Ao fim de cerca de um mês de trabalho, António Martins descreve este início como um período de aprendizagem intensa.
“Tem sido um percurso muito intensivo, muito imersivo e muito bom no conhecimento daquilo que é a dinâmica social da cidade de Évora, do Alentejo Central e da área de intervenção da Arquidiocese”, afirma.
O novo responsável diz ter encontrado um território particularmente dinâmico, marcado pela diversidade de projetos e pela capacidade de mobilização das organizações locais.
“Tem sido muito enriquecedor perceber a riqueza que existe, o número de iniciativas que estão a decorrer e encontrar pessoas fantásticas pelo caminho”, refere, acrescentando que este contacto direto lhe permitiu confirmar que “o empreendedorismo está vivo na nossa região” e que “os jovens são empreendedores”.
Continuidade será a palavra de ordem
Apesar da mudança de liderança, António Martins garante que não estão previstas alterações de fundo na estratégia da Área Social.
Segundo explica, a prioridade passa por consolidar o trabalho desenvolvido nos últimos anos e assegurar continuidade aos projetos em curso.
“A estratégia da Fundação para esta área está consolidada e, portanto, vamos continuar o trabalho fantástico que fez o Henrique Sim-Sim nesta área, com a excelente equipa que temos”, afirma.
O responsável considera que ainda é cedo para anunciar novos projetos estruturantes, mas assegura que a disponibilidade para ouvir parceiros e comunidades será permanente.
“Neste momento é muito precoce para dizer se vai haver alguma alteração mais de fundo. Mas uma coisa é certa: trabalhar com afinco e ouvindo as pessoas e as entidades, isso vamos de certeza absoluta.”
“Todos os dias são de desafios”
A coordenação da Área Social implica acompanhar dezenas de projetos e trabalhar diariamente com instituições, associações e cidadãos.
Por isso, António Martins admite que os desafios surgem desde o primeiro dia.
“Todos os dias são de desafios. E ainda bem que são, porque trabalhar na área social é sobretudo trabalhar com pessoas e para as pessoas”, afirma.
Na sua perspetiva, o principal objetivo passa por encontrar respostas conjuntas para as necessidades das comunidades, valorizando o papel das organizações que atuam no terreno.
“Há muitos anos que as entidades trabalham com as pessoas na cidade e na região. O nosso papel passa também por valorizar esse trabalho e reforçar um verdadeiro trabalho em rede, que é fundamental para Évora e para o Alentejo.”
Uma área estratégica da Fundação
A Área Social da Fundação Eugénio de Almeida desenvolve projetos ligados à inovação social, empreendedorismo, voluntariado, qualificação das organizações do setor social, participação cívica e desenvolvimento comunitário.
Ao assumir esta coordenação, António Martins sucede a Henrique Sim-Sim, que liderou esta área durante vários anos antes de ser nomeado vice-presidente da CCDR Alentejo.
O novo coordenador considera que a missão da Fundação continua a passar por melhorar a qualidade de vida das pessoas através de uma intervenção transversal.
“O trabalho da Fundação é dignificar a vida das pessoas e procurar que possam efetivamente ter uma vida melhor, trabalhando para a dignidade humana.”



















