O ano letivo 2025/26 arrancou recentemente, entre os dias 11 de 12 de setembro, com as tradicionais receções aos alunos.
Neste âmbito, e para perceber o funcionamento de um agrupamento neste novo ano letivo, ODigital.pt entrevistou Rui Sá, diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, tendo referido que o arranque decorreu “normalmente” e “dentro daquilo que era expectável”, até mesmo com as reuniões com os encarregados de educação.
Corpo docente completo garante estabilidade nas aulas
No que a expectativas diz respeito, o diretor detalhou vários pontos. No caso do corpo docente, dificuldade de vários agrupamentos no país, Rui Sá confessou-se “muito satisfeito”, uma vez que fechou recentemente “o último docente” que faltava fechar: “Para já, está completo em todos os níveis de ensino”.
Já em relação a alunos, o agrupamento alberga cerca de um milhar de estudantes, como tem sido nos últimos anos. Ainda assim, o diretor espera “conseguir mais e melhores resultados”.
Encarregados de educação chamados a envolver-se mais na escola
No que toca aos encarregados de educação, Rui Sá vincou que “é fundamental a sua participação” e que as reuniões “são precisamente para lhes dizer isso”.
“Temos todo o gosto que eles venham, mas também é importante que venham durante o ano letivo e que se envolvam na vida escolar dos filhos”, acrescentou.
Novo projeto “+ Educação” aposta no sucesso escolar
Para além disso, este no ano letivo leva mais um projeto para o agrupamento, o “+ Educação – Vila Viçosa rumo ao Sucesso Escolar”, em parceira com o município de Vila Viçosa.
“Foi um projeto em que a autarquia se candidatou no âmbito da CCDR, onde temos duas técnicas da autarquia, que vão trabalhar diretamente com o Agrupamento”, explicou, dizendo ainda que vão ser dinamizadas “imensas atividades, umas dirigidas aos alunos, outras aos próprios encarregados de educação”.
Professores assegurados no início das aulas
Questionado relativamente ao fechar do corpo docente, Rui Sá destacou que “não tem sido fácil”, mas que “felizmente não temos sentido muito essa dificuldade”.
Confessou que no início do ano letivo “havia aqui alguns horários por preencher”. Porém, “alguns deles foram para oferta de escola, mas há já um número significativo de pessoas com habilitações próprias que estão a apresentar-se a concurso”.
“A aulas começaram há pouco e ter o corpo docente fechado é muito bom”, realçou o diretor.
Reuniões reforçam regras e novas orientações
Já relativamente aos encarregados de educação, vistos como essenciais nesta caminhada, o diretor esclareceu que lhes transmitiu “o funcionamento da escola e das regras”, ainda para mais com a nova proibição de utilização de telemóveis em contexto de escola.
“As reuniões é para transmitir um pouco disto tudo. As dificuldades, como as que temos na constituição das turmas e dos horários” exemplificou Rui Sá, dizendo ainda que “às vezes, não têm conhecimento do elevado número de condicionantes que existem”.
Proibição de telemóveis reforçada em todos os ciclos
A proibição da utilização dos telemóveis tem levantado algumas questões na esfera pública portuguesa e isso também não passou em branco em Vila Viçosa.
Abrange os primeiro e segundo ciclos, de um modo geral, salvo casos excecionais. Contudo, o Ministério recomendou que essa medida se estendesse a todas as idades, algo que o Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa acatou.
“Em relação ao terceiro ciclo e secundário, irá haver algumas restrições na sua utilização. Há um regulamento que vai ser atualizado”, referiu.
Ainda assim, o diretor não anteviu problemas nesse sentido, uma vez que já era uma medida implementada no ano letivo anterior, porém apenas nas quartas-feiras, dia que “foi sugerido pelos próprios alunos”.
Rui Sá vincou que os alunos foram ouvidos, assim como os professores e o pessoal não docente na elaboração do regulamento e “muitas destas propostas foram os próprios alunos que aqueles que as indicaram”.
Ainda assim, “naturalmente, há aqueles que cumprem melhor, outros que não e há sempre aqueles que têm de ser chamados à atenção”.
Mais atividades para reduzir uso de telemóveis
Como balanço, o diretor destacou que “de uma forma geral, as coisas correram bem”, mas “vão ter de começar a correr ainda melhor” devido as estas proibições,
Contudo, o diretor vincou que poderá haver “alguma dificuldade” na sua implementação, pois “juntam-se o segundo e terceiro ciclos e o secundário”, mas que conta com “a colaboração dos encarregados de educação”.
“Senão, terão de haver medidas disciplinares e não convém irmos por esse caminho”, atirou Rui Sá.
Para aliviar a transição, o agrupamento fez algumas mudanças, nomeadamente no aumento de oportunidades de passar os intervalos. Isto é “de jogos à disposição dos alunos, para que eles se entretenham”.
“Estamos a tentar, por todos os meios, ver se eles deixam de utilizar mesmo o telemóvel”, frisou o diretor, esclarecendo que foram implementados matraquilhos “a funcionar livremente”, mesas de ténis de mesa e ainda “uma série de jogos que vão estar à disposição na biblioteca”.



















