A candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO deve ser entendida como uma etapa do trabalho de conservação e valorização da vila, afirmou este sábado Ana Catarina Sousa, vice-presidente do Património Cultural, I.P. A responsável associou a escolha de Vila Viçosa para a sessão de encerramento das Jornadas Europeias do Património ao trabalho já desenvolvido em torno da candidatura.
Ana Catarina Sousa referiu que a candidatura é “uma etapa importante para tudo o que há para fazer aqui em Vila Viçosa”. Segundo a responsável, o processo permite pensar no futuro do património da vila e nas intervenções necessárias para o conservar.
Preservar a autenticidade e pensar novos usos
A vice-presidente do Património Cultural defendeu a necessidade de “manter a autenticidade e ao mesmo tempo pensar nos novos usos” do património. O objetivo, explicou, é permitir que o legado recebido perdure, preservando a sua integridade histórica e patrimonial.
Ana Catarina Sousa apontou Vila Viçosa como “um exemplo do que é cuidar do património”. Considerou que essa tarefa envolve os municípios, a administração central e as comissões de coordenação e desenvolvimento regional. Acrescentou que as decisões sobre património se relacionam também com o ordenamento do território, o ambiente, a paisagem e as pessoas.
A sessão realizada no Cine-Teatro Florbela Espanca incluiu uma apresentação da candidatura “Vila Viçosa – Sede Ducal” e uma mesa-redonda dedicada ao património e à sustentabilidade.
Jornadas reuniram iniciativas em todo o país
No balanço da edição de 2026, Ana Catarina Sousa referiu a realização de quase meio milhar de iniciativas em Portugal, incluindo nas regiões autónomas.
As Jornadas Europeias do Património decorrem entre 18 e 27 de setembro, sob o tema “Reviver, resistir, reinventar”. A sessão de encerramento teve lugar em Vila Viçosa este sábado, embora o calendário de atividades se prolongue até domingo.
















