Ambulâncias do INEM retidas no Hospital de Portalegre, mais de sete horas, por falta de camas no serviço de urgências

Nas últimas semanas o Serviço de Urgência doHospital de Portalegre tem registado um elevado número de doentes que acorrem aeste serviço e que leva a uma sobrelotação.

Esta sobrelotação do Serviço de Urgência doHospital de Portalegre tem levado a que ambulâncias do INEM estejam retidasmais de sete horas e consequentemente inoperacionais para outras ocorrênciasque possam acontecer.

A retenção das ambulâncias do INEM deve-se aofacto de os doentes, por estas transportados, não terem cama disponível nasurgências e têm de permanecer nas macas das ambulâncias, havendo mesmo doentesa fazer exames nas macas do INEM.

Segundo ODigital.pt conseguiu apurar estasituação tem vindo a ocorrer todas as semanas, desde o final do ano de 2018, comofoi exemplo esta terça-feira (29 de Janeiro), em que chegaram a ser oito as ambulânciasdo INEM retidas no Hospital de Portalegre, com as ambulâncias dos Bombeiros deMarvão e Crato a ficarem retidas das 8 da manhã até cerca das 15 horas.

ODigital.pt contactou no dia 22 de Janeiro a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, que até ao momento não prestou qualquer esclarecimento.

Contactamos ainda o INEM que até ao momentoapenas nos disse que “estamos neste momento a compilar a informação solicitada,pelo que faremos por ser o mais breves possíveis”.

Já esta terça-feira, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) através de um comunicado avança que  o serviço de urgência do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, “vive uma situação caótica, de quase rotura”, revelando que o número de doentes internados “ultrapassa em muito a lotação”. O Sindicato afirma ainda que a lotação do serviço contempla até 18 internamentos, chegando “recorrentemente” às três dezenas e, de acordo com o sindicato, “hoje atingiu os 43 sem que haja reforço do número de enfermeiros de serviço”.