A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) lançou um concurso público para ampliar o sistema de videovigilância de incêndios florestais. A segunda fase prevê seis novas torres fixas, duas torres móveis e um drone, num contrato com um preço base de 637.430,15 euros, sem IVA. O presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, espera ter os equipamentos a funcionar na época de incêndios de 2027.
“Acima de tudo, isto é um complemento. Portanto, é a segunda fase”, explicou Joaquim Diogo ao jornal ODigital.pt. O presidente recordou que a rede já dispõe de dois pontos de vigilância: “Temos câmaras instaladas na Serra de São Mamede e no Castelo de Marvão.”
Segundo o responsável, o sistema existente permite identificar colunas de fumo e focos de calor, para que as autoridades verifiquem as ocorrências e possam agir mais cedo. As imagens são analisadas numa sala de controlo, sendo a sua visualização coordenada pela Guarda Nacional Republicana (GNR), indicou.
Novas torres previstas para cinco concelhos
As seis torres abrangidas pelo concurso serão instaladas nos concelhos de Nisa, Gavião, Crato, Ponte de Sor e Alter do Chão. Ponte de Sor receberá duas, em Salteiros e Montargil. As restantes localizações previstas no caderno de encargos são o posto de vigia de São Miguel, em Nisa, Gavião, Vale–Peso, no Crato, e Alter do Chão.
Joaquim Diogo afirmou que a seleção dos locais teve sobretudo em conta o risco de incêndio e foi trabalhada com a GNR e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. As torres terão câmaras para acompanhar o território e equipamentos de deteção automática nos espectros visível e infravermelho.
O concurso inclui também duas torres móveis e um drone, destinados a complementar as torres fixas nos restantes concelhos. Estes meios poderão ser deslocados para apoiar a vigilância ou o acompanhamento de uma ocorrência; a sua inclusão não significa que todos esses locais passem a ter observação permanente.
O presidente da CIMAA explicou que, durante um incêndio, os equipamentos móveis poderão mostrar às equipas zonas que as câmaras fixas não conseguem observar a partir da sua posição.
No terreno, o objetivo é fornecer “dados em cima da hora que ajudam à tomada de decisão”, nomeadamente sobre a colocação de meios e outras medidas necessárias durante a operação. O sistema será usado em articulação com a GNR, a Proteção Civil e os bombeiros, acrescentou.
Presidente da CIMAA espera sistema operacional em 2027
Joaquim Diogo quer que esta segunda fase, que conta com um prazo de execução de oito meses, esteja concluída a tempo da próxima época de incêndios. “Precisamos ter o equipamento operacional todo devidamente oleado”, afirmou, ao apontar para 2027.
Questionado sobre o financiamento, o presidente da CIMAA afirmou que o projeto “tem um financiamento de 85%” através do Alentejo 2030″ e que “a parte restante será assegurada pelos 15 municípios do Alto Alentejo, disse.
Embora admita utilizações futuras em outras situações de proteção civil, Joaquim Diogo sublinhou que “estes primeiros investimentos têm a base muito focada nos incêndios”. O recurso aos meios móveis poderá, segundo o presidente, ser útil também em ocorrências como cheias ou sismos.
Já para uma eventual terceira fase, o autarca apontou a possibilidade de reforçar o sistema com “equipamentos móveis não tripulados”.
















