Sexta-feira, Agosto 12, 2022
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Alentejo volta a estar sob aviso amarelo devido ao mau tempo das próximas horas

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Como já noticiámos, a instabilidade climatérica vai manter-se nas próximas horas, o que levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a colocar todo o país sob aviso.

Segundo as previsões para esta terça-feira, para o Alentejo prevê-se períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes forte e persistente. Podendo ser acompanhados de trovoada.

Neste sentido o IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Évora e Portalegre, das 09h00 às 15h00 desta terça-feira e o distrito de Beja devido à agitação marítima na Costa Alentejana, das 09h00 às 18h00.

Tendo em conta as previsões, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu também um alerta com várias medidas preventivas.

Assim, os efeitos expetáveis para as próximas horas tendo em conta a instabilidade climatérica são:

– Piso rodoviário escorregadio por eventual acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água;

– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;

– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;

– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;

– Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;

– Danos em estruturas montadas ou suspensas;

– Possibilidade de queda de ramos ou árvores, bem como de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia;

– Desconforto térmico na população pela conjugação da temperatura mínima baixa e do vento, nomeadamente nas terras altas.

MEDIDAS PREVENTIVAS

A ANEPC recomenda à população a tomada das necessárias medidas de prevenção, nomeadamente:

– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de gelo nas vias rodoviárias;

– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:

• Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;

• Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;

• Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;

• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;

• Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.

– Nas vias afetadas pela acumulação de água, são desaconselhadas viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;

– Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;

– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, em locais de vento mais forte;

– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a estes fenómenos;

– Proceder à remoção de máquinas e alfaias agrícolas, bem como de amimais das zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de alagamentos e inundações

– Prestar atenção aos grupos mais vulneráveis (crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam atividade no exterior e pessoas sem abrigo);

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