O Alentejo voltou a registar, em 2023, um crescimento turístico, ultrapassando números registando antes da pandemia, revelou o INE, nos resultados preliminares 2023, sobre os proveitos do setor do alojamento turístico.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística ao nível do rendimento médio por quarto ocupado (ADR), em 2023, o Alentejo registou um crescimento de 5,2%. Já ao nível dos proveitos nos estabelecimentos de alojamento turístico, o Alentejo registou um crescimento de 16,7% nos proveitos totais e 17,5% no aposento.
Em declarações a’ODigital.pt, José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, destacou a subida “quer em numero de hospedes, quer em número de turistas”, frisando que a “região conseguiu recuperar o nível de hóspedes estrangeiros pré-pandemia”, realçando ainda que “Alentejo tem sido a região que mais cresceu no mercado nacional, ou seja, o mercado nacional cresceu em média 2,8% e o Alentejo cresceu quase 8%, portanto, ganhámos quota de mercado ás outras regiões, as outras quatro regiões do continente e as duas regiões turísticas dos Açores e da Madeira e isso significa que o Alentejo conseguiu consolidar a uma relação cada vez mais estreita e uma relação que nós queremos que seja muito duradoura com os portugueses e com o mercado nacional.”
Analisando o número de dormidas, José Santos referiu que “crescemos quer nas dormidas de nacionais, quer nas dormidas de turistas estrangeiros, mais do que a média nacional, sendo que, nos proveitos totais crescemos ligeiramente abaixo da média nacional, crescemos 16,7% e a média nacional foi de 20%, é também verdade que crescemos na receita por quarto disponível, ligeiramente abaixo da média nacional e é aqui que eu diria que está muito do desafio que teremos para os próximos anos, porque queremos crescer cada vez mais em valor.”
O presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo referiu que “os números pré-pandemia foram ultrapassados, pois já no ano passado tínhamos ultrapassado os 3 milhões de dormidas e este ano ultrapassámos 3,3 milhões de dormidas e ultrapassámos os 260 milhões de euros de proveitos e foi o melhor ano turístico de sempre da região.”
Para o responsável “há aqui um desafio, a região previsa de crescer cada vez mais em valor, porque em termos das receitas, houve um crescimento que é significativo, que é um crescimento praticamente semelhante ao crescimento que tivemos no crescimento das dormidas, quer dos turistas estrangeiros, quer dos turistas nacionais, mas ficou ligeiramente abaixo da média nacional, portanto, precisamos de convergir mais rapidamente, de consolidar esta este caminho de convergência com a média nacional, especialmente ao nível dos proveitos.”
Questionado sobre o que é necessário fazer para que se registe um crescimento em valor da região, José Santos salientou que “tem de haver um conjunto e a região tem de aumentar o número de hotéis de categoria plus, porque são estes hotéis que acabam muito por puxar pelo destino. Todos os hotéis, todas as unidades são relevantes, da hotelaria, do turismo rural, do local, todos têm um papel importante para desempenhar no ecossistema turístico, mas precisamos de facto de puxar muito para este pelotão da frente.”
“Precisamos seriamente de mais unidades de categoria Plus de categoria de 4 e 5 estrelas e isso é um papel, obviamente, dos promotores empresariais, mas também um papel das políticas públicas, nomeadamente os fundos europeus, que devem criar condições para que isso surja e também é um papel importante das autarquias, que têm que investir cada vez mais na qualificação do espaço público, têm que investir na qualificação da animação turística, das ruas, dos seus, dos seus centros urbanos, que têm que investir em equipamentos museológicos, interpretativos, de animação, porque essa área é extremamente importante para a manter e atrair turistas, melhores turistas e turistas ao longo de todo o ano”, concluiu José Santos.

















