Alentejo: “Se queremos ser uma região mais competitiva, temos que trabalhar todos em conjunto”

Presidente de Sines

O Auditório da Comissão de Coordenação e desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) recebeu, esta segunda-feira, uma reunião do Conselho Regional da CCDRA.

Esta reunião revestiu-se de uma importância acrescida quer pelos assuntos abordados e pelo momento em que ocorre, quer pelo fato de se ter procedido à eleição da Comissão Permanente do Conselho Regional, tendo ficado definido como Presidente, o autarca de Sines, Nuno Mascarenhas, como Vice-presidente, o autarca de Grândola, António Figueira Mendes e como vogal deste conselho, a autarca de Portalegre, Fermilinda Carvalho.

Neste Conselho Regional foram ainda apresentadas das linhas de orientação programática para 2030, num momento pós-eleições autárquicas e de preparação dos próximos programas de financiamento, com destaque para o PO Regional.

Recorde-se que o Conselho Regional é o órgão Consultivo da CCDR e, entre outras, tem como competências a pronúncia e os contributos referentes a planos e programas de desenvolvimento regional.

Em declarações a’ODigital.pt, Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara Municipal de Sines e agora presidente do Conselho Regional, deixou claro que “os próximos anos, são anos de enorme desafio, pois, o Alentejo tem pela frente desafios preponderantes para o futuro, nomeadamente, em áreas que são absolutamente essenciais”, acrescentando que “não nos podemos esquecer da questão da transição energética e da transição digital, que farão toda a diferença no futuro e se queremos ser uma região mais competitiva, temos que trabalhar todos em conjunto naturalmente com a CCDRA, com a  autoridade de gestão e sobretudo todos os autarcas e todas Comunidades Intermunicipais (CIM’s).

Nuno Mascarenhas referiu que “o próximo quadro comunitário 2030 será também de certa forma um veículo importante para concretizar todas essas transições e afirmar cada vez o Alentejo, no complexo que é este conjunto de instrumentos financeiros que pretendem acima de tudo financiar as economias regionais e Alentejo tem que ter aqui um papel preponderante no país e no mundo, pois, diria que há aqui áreas muito distintas, desde a agricultura, aos portos, passando pelas universidades e por uma série de fatores que são importantes e preponderantes no futuro deste Alentejo”, salientando que espera “acima de tudo trabalhar em consonância com a Comissão de Coordenação e desta forma conseguirmos dar muito mais visibilidade a esta região promovendo esta região e atraindo sobretudo não só investimentos como também pessoas que precisamos claramente de fixar essas pessoas no Alentejo porque só desta forma conseguimos dar aqui um novo cunho e ter aqui uma região mais forte mais coesa e sobretudo com um papel mais preponderante no país.

Deixou claro que “temos muitos atores no território, muitas entidades que têm um papel preponderante de forma a conseguirmos ter essa uma estratégia assumida e sobretudo esse papel dinamizador, mas por vezes existe alguma falta de articulação entre todos estes atores  e é isso que se pretende fazer com todos os atores do território, não deixando ninguém para trás, ou seja, considerando todos eles como importantes e temos trabalhar todos em conjunto e é essa estratégia e essa visão que queremos incrementar no Alentejo, mas só com a ajuda de todos os presidentes de câmara, com a ajuda de todos os atores do território será possível.”

Questionado se a estratégia passa também por trabalhar a região num todo e não dividida, Nuno Mascarenhas frisou que “existem especificidades muito próprias de cada sub-região, mas tirando o melhor de cada região, é trabalhar com essas regiões nomeadamente com as CIM que podemos naturalmente fortalecer ainda mais esta grande região que é o Alentejo.

Já sobre a sua eleição enquanto presidente do Conselho Regional, o autarca de Sines refere que “poder ter a ver com o facto de Sines ser o grande polo económico do Alentejo, tem enormes desafios pela frente como todo o Alentejo, mas estamos num período de viragem, com a transição energética que está a acontecer ,aliás nós tivemos recentemente o encerramento da central termoelétrica, mas estamos a trabalhar já na atratividade de outros investimentos para o concelho e naturalmente se o concelho de Sines conseguir ter aqui um papel importante em atrair investimento, naturalmente tem a ganhar não só o concelho como sobretudo o Alentejo e naturalmente tem um papel importante que teremos no futuro mas julgamos que é fundamental que esse futuro seja visto de uma forma integrada nesta região imensa que é o Alentejo.

Fique de seguida com as imagens deste Conselho Regional, numa reportagem de Hugo Calado: