O Alentejo registou 946 fogos licenciados em construções novas nos 12 meses terminados em maio de 2026, menos 2% do que no mesmo período do ano anterior, quando tinham sido contabilizados 968 alojamentos.
Os dados constam da síntese estatística da habitação divulgada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), com informação disponível até 16 de julho.
Tipologias T3 representam 35% dos fogos licenciados
Entre os fogos licenciados no Alentejo, as tipologias T3 assumiram a maior expressão, representando 35% do total.
As habitações de tipologia T2 corresponderam a 26%, enquanto os fogos T4 ou de dimensão superior representaram 24%. As tipologias T0 e T1 concentraram os restantes 15%.
Apesar da redução registada no número de fogos licenciados na região, os dados nacionais apontam para uma evolução positiva deste indicador nos primeiros cinco meses do ano.
Número de fogos licenciados aumentou no país
Entre janeiro e maio de 2026, foram licenciados em Portugal 18.649 fogos em construções novas, mais 3% do que no período homólogo.
Em sentido contrário, o número de projetos de construção e reabilitação habitacional licenciados recuou 7,4%, para um total de 8.350 projetos.
O consumo de cimento atingiu 1,713 milhões de toneladas até ao final de maio, traduzindo um aumento de 4,6% face ao mesmo período de 2025.
Novo crédito à habitação cresceu 10,8%
O montante de novo crédito à habitação, excluindo renegociações, ascendeu a 9.969 milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano, o que corresponde a um crescimento homólogo de 10,8%.
A taxa de juro média associada ao crédito à habitação situou-se nos 3,07% em maio.
No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária da habitação atingiu 2.208 euros por metro quadrado, mais 17,1% do que em maio de 2025.
O aumento foi mais acentuado nos apartamentos, com uma subida de 20%, enquanto nas moradias a variação homóloga foi de 13%.

















