A semana de 14 a 20 de julho ficou marcada por variações significativas nas cotações do mercado de bovinos na região do Alentejo, com destaque para a quebra generalizada nos preços dos vitelos machos cruzados Charolês e para a valorização em algumas categorias de vitelos fêmeas. Os dados são do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), divulgados através da 29.ª edição da newsletter semanal sobre bovinos.
Em Évora, as cotações dos vitelos machos (6 a 8 meses, cruzados Charolês) registaram descidas em todas as referências: a cotação mínima caiu 0,90 €/kg vivo, a máxima 0,06 €/kg vivo e a mais frequente 0,15 €/kg vivo. Também em Estremoz se verificou uma diminuição de 0,85 €/kg vivo na cotação mínima e de 0,10 €/kg vivo na mais frequente para esta mesma categoria.
Ao nível regional, esta tendência confirmou-se com a cotação máxima e mais frequente dos vitelos machos cruzados Charolês (6 a 8 meses) a descerem, respetivamente, 0,06 €/kg vivo e 0,15 €/kg vivo.
Em contraste, os vitelos fêmeas cruzadas Charolês, com idades entre os 6 e os 8 meses, viram as suas cotações máxima e mais frequente aumentarem nas três principais áreas do Alentejo. Em Évora, as subidas foram de 0,19 €/kg vivo e 0,27 €/kg vivo, respetivamente. Em Estremoz, as mesmas referências aumentaram 0,16 €/kg vivo e 0,25 €/kg vivo, enquanto no Alentejo Litoral os valores cresceram 0,15 €/kg vivo e 0,25 €/kg vivo.
Na categoria de 8 a 12 meses, as cotações de vitelo fêmea em Évora aumentaram 51 €/unidade (mínima) e 50 €/unidade (mais frequente), apesar da cotação máxima ter recuado 66 €/unidade. Já os vitelos machos da mesma faixa etária registaram aumentos de 47 €/unidade (mínima) e 209 €/unidade (máxima).
Na Bolsa de Bovino do Montijo, que inclui operadores do Alentejo, os preços mantiveram-se estáveis nas categorias de novilho, novilha e vitela. A única alteração registada foi no preço da vaca, que subiu 0,06 €/kg carcaça, passando de 4,50 €/kg para 4,56 €/kg.
Entre janeiro e maio de 2025, a região do Alentejo contribuiu para a tendência nacional de diminuição no número de abates. A nível nacional, foram abatidos 147.926 bovinos, menos 10,42% do que no mesmo período de 2024, o que representa uma quebra de 9,22% na massa total abatida. A categoria de novilhas foi a mais afetada, com uma redução de 17,84% no número de animais abatidos e de 16,97% em massa.
Mercado Bovino no Alentejo
Oscilações nas cotações entre 14 e 20 de julho de 2025
Queda nos Vitelos Machos
- -0,90 €/kg vivo (Charolêis, Évora)
- -0,85 €/kg vivo (Estremoz)
- -0,06 €/kg vivo (valor máximo regional)
Valorização dos Vitelos Fêmeas
- +0,27 €/kg vivo (Charolêis, Évora)
- +0,25 €/kg vivo (Estremoz)
- +0,15 €/kg vivo (Alentejo Litoral)
Bolsa de Montijo
- Preços estáveis para novilho, novilha e vitela
- +0,06 €/kg carcaça (vaca)
Redução nos Abates
- -10,42% em número de bovinos abatidos (jan-mai)
- -16,97% em massa (novilhas)



















