As Estatísticas dos Transportes e Comunicações de 2024, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, mostram uma evolução diferenciada no setor dos transportes e na sinistralidade rodoviária no Alentejo. O relatório reúne dados sobre circulação, acidentes, passageiros, mercadorias e infraestruturas.
Feridos graves aumentam no Alentejo
A região registou uma subida de 19,9% no número de feridos graves em acidentes rodoviários. A variação é uma das mais elevadas do país. Os dados são provisórios e resultam da informação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. O documento refere que «os aumentos mais expressivos ocorreram no Alentejo e no Centro».
O número total de acidentes com vítimas aumentou em Portugal, mas houve redução no número de mortos. No Alentejo, a tendência nacional de diminuição de vítimas mortais não contrariou o aumento registado no total de feridos.
Região mantém menor utilização do transporte rodoviário
No transporte rodoviário de passageiros, o Alentejo voltou a apresentar o coeficiente de utilização mais baixo do país. No transporte nacional regular, a região registou 11,6%. O relatório destaca que «o menor coeficiente foi registado no Alentejo».
A procura manteve-se concentrada na Grande Lisboa e no Norte, que representaram mais de metade dos passageiros transportados. No Alentejo, a baixa utilização confirma o padrão observado nos anos anteriores.
Infraestrutura elétrica cresce no país mas mantém peso reduzido no Alentejo
A rede nacional de carregamento elétrico atingiu 8,8 mil estações em 2024. No Alentejo, localizaram-se 4,4% desses postos. A região mantém, assim, uma expressão menor na distribuição territorial da infraestrutura. Segundo o relatório, «a região do Alentejo registou 4,4% dos postos».
A maioria das estações no país corresponde a postos semirrápidos e a média nacional foi de 1,84 tomadas por posto.
Porto de Sines reforça peso nacional no movimento de mercadorias
No transporte marítimo, o Porto de Sines, localizado no Alentejo Litoral, voltou a assumir posição dominante no movimento de mercadorias. Em 2024, o porto movimentou 44,1 milhões de toneladas, um aumento de 10,7% face a 2023. Representou 51,5% da totalidade da carga movimentada nos portos nacionais.
O relatório indica que Sines «manteve a maior quota nacional», reforçando a sua posição no transporte internacional e no setor energético.
Contexto nacional mostra variações entre modos de transporte
O país registou aumentos no número de passageiros transportados por via rodoviária, ferroviária, metropolitana, fluvial e aérea. Apenas o transporte marítimo de passageiros apresentou diminuição.
Nas mercadorias, o transporte rodoviário e ferroviário registou quebras, enquanto o transporte aéreo e marítimo apresentou crescimento.
Alentejo com indicadores contrastantes em 2024
O conjunto dos dados revela que o Alentejo apresentou, em 2024, evolução distinta entre setores. A sinistralidade agravou-se, a utilização dos transportes manteve-se baixa e a presença na infraestrutura de carregamento elétrico cresceu de forma limitada. No plano marítimo, o Porto de Sines continuou a representar um dos principais pontos da atividade económica nacional.



















