Os vinhos do Alentejo registaram um resultado histórico no Canadá. A região conquistou 23 medalhas de ouro na 32.ª Sélection Mondiales des Vins (SMV), realizada em Montreal, entre 8 e 11 de outubro de 2025.
O desempenho quase duplica o número de distinções do ano passado. Foram inscritos 56 vinhos alentejanos, o valor mais elevado dos últimos anos. Este crescimento confirma a aposta dos produtores em mercados exigentes.
Além das medalhas, dois vinhos do Alentejo entraram no TOP 30 da SAQ, a Sociedade de Álcool do Quebeque. São eles o Casa Santos Lima Fortíssimo Tinto 2023 e o Monte da Cal Tinto 2021. A presença nesta lista reforça a preferência dos consumidores canadianos.
A notoriedade da região no Canadá tem vindo a aumentar. Existem atualmente mais de 80 referências de vinhos alentejanos disponíveis na SAQ. Para a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), estes números mostram consistência e reconhecimento num dos mercados mais competitivos do mundo.
“Estes resultados mostram claramente a força e a consistência dos vinhos do Alentejo”, sublinha Luís Sequeira, presidente da CVRA. O presidente destaca o trabalho continuado dos produtores. E acrescenta que o sucesso é incentivo para reforçar a presença na América do Norte.
O Canadá é hoje um mercado estratégico para o Alentejo. A CVRA tem defendido a diversificação das exportações. Essa prioridade ganhou ainda mais peso após a retirada de 31 milhões de litros de vinho norte-americano das prateleiras canadianas, entre fevereiro e março.
A entidade regional tem promovido várias ações no país. O objetivo é consolidar o espaço dos vinhos portugueses. E manter o Alentejo entre as regiões nacionais mais valorizadas no mercado canadiano.
O Alentejo lidera em Portugal no segmento de vinhos certificados. Representa cerca de 40% do valor total de vendas das 14 regiões vitivinícolas nacionais. Tem 23,3 mil hectares de vinha. Cerca de 30% da produção segue para exportação.
A região é também uma referência histórica. É uma das duas únicas do mundo com tradição de Vinho de Talha há mais de dois mil anos. E tem um programa pioneiro de sustentabilidade, focado em melhores práticas nas vinhas e adegas.



















