O Banco de Portugal revelou que o Alentejo é a região do país onde o peso dos imóveis adquiridos com garantia do Estado é mais significativo. O regime, criado para apoiar jovens até aos 35 anos na compra de habitação própria e permanente, tem registado maior expressão nesta região e na Lezíria do Tejo.
De acordo com os dados divulgados, em julho foram celebrados 2,4 mil contratos de crédito à habitação com garantia pública, num valor de 475 milhões de euros. Do total, 46,8% do montante foi contratado por jovens até aos 35 anos. No acumulado entre janeiro e julho de 2025, os contratos ao abrigo deste regime atingiram 13,2 mil, num montante global de 2,5 mil milhões de euros.
No conjunto do país, os contratos com garantia pública representaram 21,2% do número total de contratos de crédito à habitação e 24,2% do montante financiado. No final de julho, estavam utilizados 32,1% do montante atribuído pelo Estado para este regime, equivalente a 348 milhões de euros.
O Banco de Portugal sublinha que o peso relativo do regime é mais elevado no Alentejo e na Lezíria do Tejo, contrastando com valores mais baixos registados na Área Metropolitana de Lisboa e na Região Autónoma da Madeira.
O regime da garantia do Estado foi criado pelo Decreto-Lei n.º 44/2024 e prevê uma fiança pública que cobre até 15% do valor do imóvel, até ao limite de 450 mil euros. A medida aplica-se a contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026.



















