Alentejo: “Estamos preocupados com o que possa vir, mas o que houver, nós vamos acompanhar”, diz Filomena Araújo (c/som)

Depois do surto de Covid-19 detectado num lar em Reguengos de Monsaraz, as Autoridades de Saúde do Alentejo realizaram, este sábado (20 de Junho), uma conferência de imprensa a fim de esclarecer toda a situação e também alertar a população.

Nesta conferência estiveram presentes o Presidente da Administração Regional de Saúde, José Robalo, a Autoridade Regional de Saúde do Alentejo, Filomena Araújo e a Autoridade Local de Saúde do ACES Alentejo Central, Augusto Santana de Brito.

Em declarações aos jornalistas a Autoridade Regional de Saúde do Alentejo, Filomena Araújo, começou por afirmar que “esta situação que se verificou agora, não é nada que nós não tivéssemos à espera e preparados para intervir”, acrescentando que “só mostra a necessidade de toda a população, e todos os agentes responsáveis de todas as instituições, manterem a abertura e o estado de prontidão para reagir, mas também para prevenir e essa é fundamental.

Filomena Araújo salienta que o Alentejo, “tem sido considerado uma zona segura, em que os casos têm sido poucos, e estamos em querer que ainda é possível manter essa situação, mas é preciso que as pessoas individualmente sejam também responsáveis pelos seus comportamentos, se tiverem algum sintoma não ir ao trabalho, procurar uma informação junto da Saúde 24, não se deslocar para outro lado que não a sua residência, evitar os contactos muito afectivos com os familiares.”

Questionada se já tinha sido detectado no Alentejo um surto como o de Reguengos de Monsaraz, Filomena Araújo refere que “até agora ainda não tínhamos tido um caso como este, as metodologias que nós temos preparado, estávamos preparados para a realização do teste, estávamos preparados para a investigação epidemiológica e precisamente por causa da preparação e das metodologias estamos preocupados com o que possa vir, sendo certo que tudo o que houver nós vamos acompanhar e não vai escapar ninguém, ou seja, que tenha de ser avisado não vai escapar ninguém”.

Já se sobre, se já foi detectada a origem deste surto, a responsável afirma que “ainda não, isto foi muito rápido e temos de estabelecer prioridades de intervenção de forma a minimizar o risco imediato e apartir de agora dos dados que vamos tendo é que vamos encontrar o caso índice, se o encontrarmos”

Filomena Araújo concluiu referindo que como este surto de Reguengos de Monsaraz não há mais nenhum, neste momento, no Alentejo, mas “preocupa-nos que venham a acontecer e ai a preocupação é manter os serviços em prontidão.”