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Alentejo Central: GESAMB lança “Código Verde” e recolha porta a porta chega às empresas já este mês

A GESAMB, empresa responsável pela gestão e exploração do Sistema Intermunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Urbanos do Distrito de Évora, está a lançar o projeto “Código Verde”, um novo serviço de recolha porta a porta destinado a empresas e profissionais.

A iniciativa pretende aumentar rapidamente as quantidades de recicláveis recolhidos e tornar o processo mais acessível ao território.

Serviço gratuito com contentores de grande capacidade

Segundo Gilda Matos, técnica ambiental da GESAMB, em declarações ao jornal ODigital.pt, trata-se de “um serviço novo, exclusivo para empresas e profissionais”, totalmente gratuito, mas a adesão, no entanto, implica algumas condições.

A GESAMB vai fornecer contentores de 1 100 litros, tanto para papel e cartão como para plástico e metal: “São contentores muito grandes”.

Por isso, as empresas precisam de ter espaço para os guardar dentro das suas instalações, pois “não é permitido que estes contentores fiquem disponíveis na via pública”.

Além disso, para aderir nesta fase, é necessário produzir “pelo menos um contentor por mês” de cada fluxo, uma exigência que existe para justificar a cedência dos equipamentos sem custos.

Apesar do tamanho, a técnica garantiu que os recipientes são fáceis de manobrar, uma vez que “têm rodinhas e muita facilidade de movimentação”. Assim, no dia da recolha, basta colocá-los “junto da entrada das instalações”, para garantir o acesso das equipas da GESAMB.

Visitas porta a porta aos 12 municípios

A implementação está a ser feita por fases e diretamente no terreno. “Temos duas pessoas a percorrer todas as áreas dos 12 municípios”, referiu Gilda Matos.

As visitas começaram em Estremoz, Borba e Vila Viçosa, seguindo depois para Redondo, Alandroal e Mourão. Nas próximas semanas, a equipa estará em Reguengos de Monsaraz, Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Mora e Arraiolos. Évora será o último concelho, entre 15 e 17 de dezembro.

A técnica revelou que as empresas “estão muito recetivas”, ao ponto de dizerem “Ainda bem que se lembraram de fazer isto, resolve-nos um problema”, confessou Gilda Matos.

Adesão elevada, mas com algumas dificuldades

Apesar do interesse, há obstáculos identificados desde o início da campanha. “A principal limitação tem a ver com a dimensão dos contentores”, explicou, dizendo ainda que muitos empresários mostram vontade em participar, mas confessam que “não têm espaço físico para contentores tão grandes dentro das instalações”.

Outros afirmam que não produzem “quantidade suficiente para encher um contentor deste volume num mês”. Estas empresas, embora impossibilitadas de receber contentores agora, não serão esquecidas, uma vez que “ficarão registadas e serão contactadas numa segunda fase”, assegurou a técnica ambiental.

Gilda Matos antecipou ainda uma terceira etapa, destinada aos empresários que venham a procurar o serviço por iniciativa própria. Nesse momento, será necessário avaliar cada caso com atenção. “Temos um território de 6.400 quilómetros quadrados e viaturas elétricas com autonomia limitada. É preciso perceber onde está a empresa e o que produz”, detalhou.

Objetivo: triplicar materiais reciclados até 2030

A criação do “Código Verde” nasce da urgência de aumentar os índices de reciclagem. A GESAMB tem metas exigentes para cumprir, até porque “temos de triplicar a quantidade de recicláveis recolhidos até 2030”.

Para isso, é essencial tornar o serviço mais próximo dos utilizadores. “Os serviços de recolha porta a porta são os mais acessíveis. Quanto mais acessível for o serviço, maior será a quantidade de materiais recuperados”, destacou.

Próxima fase: recolha doméstica em Évora

O projeto irá crescer rapidamente. Depois das empresas com maior produção, seguir-se-ão produtoras de menor dimensão e, mais tarde, os agregados domésticos.

A recolha porta a porta doméstica vai arrancar em Évora, num projeto-piloto que abrangerá o Bairro dos Canaviais e a freguesia de Guadalupe. “É um serviço novo para nós e queremos estar por perto no arranque, para garantir um acompanhamento mais direto”, afirmou a técnica.

Investimento superior a 4,3 milhões de euros

O projeto inclui a aquisição de viaturas elétricas, centenas de contentores e outros equipamentos. Tudo está integrado numa candidatura ao programa Alentejo 2030. “Estamos a falar de um investimento de 4,3 milhões de euros”, confirmou Gilda Matos.

Trata-se de um esforço financeiro que permitirá modernizar a recolha e preparar a expansão para novas fases.

Entrega de contentores já começou

As primeiras entregas dos contentores estão prestes a avançar. “Para a semana vamos começar a entregar contentores às empresas que já manifestaram interesse”, revelou. Isto significa que a primeira e a segunda fase estarão a decorrer em simultâneo.

A GESAMB espera concluir esta etapa “até ao final do ano ou início do próximo”, embora o ritmo possa ser afetado pelo volume de papel e cartão gerado no Natal.

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