Alentejo Central: Gesamb estabelece meta de «um ecoponto por cada ponto de lixo indiferenciado»

A técnica ambiental da Gesamb – Gestão Ambiental e de Resíduos, Gilda Matos, confessou a’ODigital que uma das metas da empresa é que haja «um ecoponto por cada ponto de lixo indiferenciado».

Esta medida é ainda considerada «impossível» pelo «espaço físico em muitos pontos do território», mas que poderá ficar mais próxima da realidade depois de um estudo.

«Neste momento, a Gesamb está a fazer um estudo, com uma entidade externa, que permita identificar e fazer um mapeamento de zonas com potencial para recolha seletiva, onde seja sustentável e onde temos de investir», destacou.

Desta forma, e com base nas conclusões retiradas, «sabemos em que zonas temos de investir numa recolha seletiva porta a porta no doméstico. Não só no comércio e nos serviços».

Neste momento, explicou a técnica, há «cerca de sete contentores de lixo indiferenciado por cada ecoponto», sendo este «um valor médio»: «É mais acessível».

Contudo, Gilda Matos vincou que a meta definida terá de ser «sustentável em termos financeiros».

«Em Évora, temos zonas com boas acessibilidades e é fácil para as pessoas irem aos ecopontos. Mas zonas como o centro histórico, onde não há sequer espaço físico para meter um balde à porta, tem de se pensar noutro tipo de soluções», exemplificou a técnica ambiental.

Esta «complexidade que tem levado anos» surge como ponto de reflexão numa altura que «há mais lixo e acaba por haver mais lixo no indiferenciado e mais lixo no ecoponto».

«Temos de aumentar isto a sério, mas os contentores vão até onde vão. A partir dali, há a necessidade de outro tipo de soluções», sublinhou, exemplificando que uma delas pode passar pela «modernização» de uma antiga carroça coletora que existia na região.

«Já há esquemas desses em Portugal. Há um ecoponto móvel, em determinadas zonas da cidade e que, depois de definido um calendário, as pessoas já sabem que têm um dia fazer a reciclagem», acrescentou.

A técnica ambiental frisou também que, durante a época de pandemia, houve a «garantia de que se estava a separar mais», porque «não havia mais produção de indiferenciado e houve um aumento no ecoponto».

«Agora, o que sabemos é que estagnou muito a questão da utilização dos ecopontos e nós temos metas muito ambiciosas», concluiu.

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