Alentejo: Autarquias com falta de informação sobre a pandemia e Saúde Pública remete-se ao silêncio

Pessoas recuperadas da Covid19

Nos últimos dias, várias autarquias do Alentejo Central vieram a público lamentar a falta de informação, por parte das Autoridades de Saúde, no que diz respeito aos números da Covid-19.

Vila Viçosa, Estremoz, Viana do Alentejo e Montemor-o-Novo foram algumas das Autarquias que vieram, através das suas páginas oficiais, lamentar a falta de informação desde o dia 13 de novembro.

Já a 8 de novembro o Presidente da Câmara Municipal de Mora afirmava que as Autoridades de Saúde “estão sem capacidade para responder”, dizendo também que a atuação das Autoridades deteriorou-se comparando com um outro surto registado em Mora em agosto.

Esta é uma situação que também se verifica nas Forças de Segurança, pois, ao que conseguimos apurar apesar de diariamente receberem um boletim com os dados dos concelhos , estes estão por vezes desatualizados havendo por vezes novos casos ativos que demoram dias a entrar nos boletins enviados às Forças de Segurança, acontecendo o mesmo com os casos de pessoas recuperadas.

Às primeiras horas da manhã desta quinta-feira, contatamos a Diretora do Departamento de Saúde Pública / Delegada de Saúde Regional do Alentejo, que através do Gabinete de Comunicação da ARS Alentejo, nos foi dito que “lamentavelmente a nossa Autoridade de Saúde Regional, não consegue dar resposta a estas questões urgentes.”

Pretendíamos saber qual a justificação para a falta de informação às Autarquias do Alentejo Central relativamente aos números da Covid-19, mas queríamos ainda confirmar a existência de apenas 2 Delegados de Saúde em funções ativas no Alentejo Central.

Estas e outras questões ficaram por responder.

Também durante esta quinta-feira, o Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) e da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, em declarações prestadas à Diana FM lamentou a falta de informação afirmando que, esta ausência está a causar “preocupações e dificuldades”, no que diz respeito à “preparação do trabalho, planeamento e resposta aos casos”.

Ainda em declarações à Diana FM, salientou que com esta falta de informação a população “começa a pensar que pode haver uma situação mais grave do que aquela que realmente existe e, naturalmente, põe em causa credibilidade”.