Alentejanos desafiados a plantar 50 mil árvores, num projeto apresentado este domingo em Évora

Arvores

A cidade de Évora apoia o projeto que desafia os alentejanos a plantar 50 mil árvores.

Objetivo de “Além Risco”, projeto coordenado pelo biogeógrafo e Prémio Pessoa Miguel Bastos Araújo, passa pela sensibilização da comunidade para as consequências das alterações climáticas, da sua repercussão no futuro das cidades e na qualidade de vida de quem as habita.

Neste domingo, 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Árvore e da Floresta com a apresentação do projeto “Além Risco”, que pretende combater as consequências nefastas das alterações climáticas e através do envolvimento dos cidadãos de 14 municípios do Alentejo Central na plantação de 50 mil árvores, na sua maioria autóctones, nos aglomerados urbanos deste território.

Promovido pela Science Retreats e financiado pelos EEA Grants, pela Fundação Calouste Gulbenkian e Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, este projeto conta com o apoio de Évora 2027 – Cidade Candidata a Capital Europeia da Cultura através do qual se ligará a Bodø2024 – Capital Europeia da Cultura, numa Europa mais verde.

“Além Risco” é revelado este domingo, às 10h00, nos Paços do Concelho do Município de Évora, seguindo-se a plantação simbólica de algumas espécies, às 12h00, no jardim do mercado da vila do Alandroal.

Como é do conhecimento público, a região alentejana é particularmente fustigada pela conjugação de temperaturas elevadas e de pouca precipitação. “Além Risco”, projeto coordenado pelo biogeógrafo e investigador da Universidade de Évora Miguel Bastos Araújo (distinguido com o Prémio Pessoa em 2018), pretende alertar a comunidade para este aspeto e reduzir as “ilhas de calor” que, além das consequências ambientais, trazem problemas graves à saúde dos cidadãos.

Para Évora 2027 – Cidade Candidata a Capital Europeia da Cultura, a associação a iniciativas que envolvem a comunidade e a educação para a sustentabilidade são essenciais. “Um dos objetivos da nossa candidatura passa pela salvaguarda do património natural do Alentejo e pela promoção de boas práticas que beneficiem quem habita a região e quem nela se pretende estabelecer, procurando recentrar a relevância deste património. Estamos conscientes de que o combate contra as alterações climáticas tem de ser feito por todos e de que um planeamento direcionado para a sustentabilidade é essencial para garantirmos que as nossas cidades são espaços de fruição e que proporcionam bem-estar”, afirma Paula Mota Garcia, coordenadora da Equipa de Missão da candidatura, que também integra o Conselho Consultivo do “Além Risco”.

O projeto “Além Risco” conta ainda com o apoio da Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente; da GESAMB (Gestão Ambiental de Resíduos e de Resíduos, E.E.I.M.); da Infraestruturas de Portugal; da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) e do Instituto de Conservação da Natureza das Florestas (ICNF).