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Alcácer do Sal: Comunidade piscatória apela à reconstrução do Cais Palafítico da Carrasqueira

A comunidade piscatória da Carrasqueira, no concelho de Alcácer do Sal, lançou hoje um “apelo urgente para a reconstrução do Cais Palafítico”, devido aos danos provocados pelo mau tempo na região desde 28 de janeiro.

A comunidade piscatória da Carrasqueira, no concelho de Alcácer do Sal, lançou hoje um “apelo urgente para a reconstrução do Cais Palafítico”, devido aos danos provocados pelo mau tempo na região desde 28 de janeiro.

 Em comunicado, a Associação da Comunidade Piscatória da Carrasqueira adianta que está a mobilizar recursos em articulação com a Junta de Freguesia da Comporta e apela à colaboração de empresas do setor da madeira para a doação de materiais e apoio técnico à reconstrução.

A associação considera que a recuperação da infraestrutura é essencial para assegurar a continuidade da pesca tradicional, preservar um marco identitário local e manter a atratividade turística da região, adiantando que as empresas interessadas em colaborar podem contactar a associação através por e-mail (ass.com.piscatoria.carrasqueira@gmail.com).

Segundo o comunicado, os “ventos fortes e as marés intensas” dos últimos dias causaram a destruição parcial das estruturas de madeira do cais, colocando em causa a atividade piscatória e o turismo local.

A associação salienta ainda que o Cais Palafítico, “reconhecido pela sua singularidade arquitetónica e cultural”, foi construído artesanalmente pela população nas décadas de 1950 e 1960 e constitui “um dos principais pontos turísticos do concelho de Alcácer do Sal”, no distrito de Setúbal.

Localizado na margem do estuário do Sado, o Cais Palafítico serve de apoio à atividade piscatória na Carrasqueira e atrai visitantes nacionais e estrangeiros pela sua estética singular e ligação à cultura local.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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