Alandroal: Primeiro Ministro visitou obras da ferrovia que decorrem “numa velocidade cruzeiro” (c/fotos)

António Costa

O Primeiro-Ministro, António Costa, esta quarta-feira, esteve na zona de Alandroal para visitar as obras de construção do novo troço ferroviário entre Freixo e Alandroal, da Linha de Évora, inserida no Corredor Internacional Sul. 

António Costa esteve acompanhado pelo Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, pelo Deputado Norberto Patinho, pelo presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, pelo vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, bem como pelos Autarcas de Alandroal (João Grilo), Redondo (António Recto) e Vila Viçosa (Luis Nascimento).

Com cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova, a futura ligação ferroviária entre Évora e a fronteira em Caia irá constituir-se como uma infraestrutura fundamental para a conexão ferroviária dos portos e das zonas industriais e urbanas localizadas no sul de Portugal, quer a Espanha, quer ao resto da Europa.

Esta nova plataforma ferroviária constitui-se como a maior extensão de caminho-de-ferro construída há mais de um século no nosso país.

O Primeiro-Ministro lembrou que “o investimento superior a 2000 milhões de euros previstos no Ferrovia 2020, surgiu numa altura em que o País se tinha desabituado a fazer grandes investimentos na ferrovia” e, por isso “como quando o comboio arranca de uma estação, leva tempo a atingir a velocidade de cruzeiro”.

Hoje estamos em velocidade de cruzeiro e, ano após ano, a taxa de execução tem vindo a acelerar, e vai-nos permitir chegar ao final de 2023 com o Ferrovia 2020 concluído”, afirmou António Costa.

O corredor internacional sul, que liga a parte Sul da Área Metropolitana de Lisboa e o Alentejo Litoral à fronteira do Caia, é uma “obra estratégica para valorizar um dos maiores ativos que o País tem, que é o porto de Sines” e também toda a economia da região.

Com esta obra vamos encurtar em 150 quilómetros e em três horas e meia a distância entre o porto de Sines a e fronteira, o que significa que o porto não vai servir só o território nacional, vai poder servir toda a península ibérica e isso é fundamental para reforçar a capacidade de fixação de empresas e de criação de emprego em toda esta região do Alentejo”, disse.

O Primeiro-Ministro referiu que “também o porto de Setúbal e o porto de Lisboa, ficarão ligados à fronteira, e para além do transporte de mercadorias teremos uma melhoria muito significativa do transporte de passageiros”.

A construção desta linha moderna “é um desafio muito grande para os autarcas que gerem este território”, o desafio “de criarem as oportunidades para o crescimento da atividade industrial e produtiva, porque esta linha serve quem carrega ou descarrega mercadoria no porto de Sines, mas também em qualquer ponto intermédio da linha, dirija-se a mercadoria a Sines ou ao resto da Europa”.

Fique de seguida com as imagens desta visita, numa reportagem de Hugo Calado: