Alandroal: Fortaleza de Juromenha interdita a visitas devido a obras de restauro

Fortaleza de Juromenha

A Fortaleza de Juromenha vai estar interdita a visitas nos próximos dois anos, devido às obras de restauro.

Conforme já noticiámos, o restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, no concelho de Alandroal (Évora), vai arrancar este mês para estar concluído dentro de dois anos.

Neste sentido, a Câmara Municipal de Alandroal infirmou, esta segunda-feira, que a Fortaleza de Juromenha irá estar interdita a visitas nos próximos dois naos, devido às obras, ou seja, por um período de dois anos.

Recentemente em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, indicou que já “estão a decorrer trabalhos preparatórios” e que, “a seguir, será montado o estaleiro”, antes de se iniciar a empreitada.

“O auto de consignação já foi assinado”. Foi o último passo administrativo para o início das obras”, realçou o autarca alentejano, lembrando que o prazo de execução dos trabalhos “é de dois anos”.

A empresa que vai desenvolver a empreitada e a própria câmara municipal “têm interesse em encurtar esse prazo, mas tudo depende de como decorrerem os trabalhos”, acrescentou.

“É uma obra muito sensível. Apesar da intervenção ser nas muralhas e não no interior, haverá sempre trabalhos de arqueologia associados que podem interferir e pode haver sempre necessidade de ajustar materiais ou técnicas”, disse.

As obras de consolidação e restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha envolvem um investimento de cerca de cinco milhões de euros, com apoio do programa operacional regional Alentejo 2020.

“Entre a empreitada propriamente dita, os projetos técnicos, a fiscalização e todos os processos associados, o investimento vai estar perto dos cinco milhões de euros”, assinalou o autarca.

João Grilo precisou que o financiamento é constituído por 3,5 milhões de euros do Alentejo 2020, aos quais se juntam 900 mil de um empréstimo junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) e 600 mil de fundos próprios da autarquia.

O autarca mostrou-se ainda otimista em relação a uma possível concessão deste imóvel a privados, no âmbito do programa Revive, para o desenvolvimento de um projeto ligado à hotelaria.

“Está a decorrer na Secretaria de Estado do Turismo o processo para a ocupação da fortaleza” e, espera-se que, “quando esta obra estiver quase concluída, possa avançar a recuperação do interior” do imóvel, notou.

As primeiras muralhas de Juromenha datam do período da ocupação romana, tendo sido erguidas em 44 antes de Cristo por ordem de Júlio César.

Em 1167 foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, tendo ocupado um lugar de relevo na defesa da nacionalidade portuguesa.

Atualmente, a fortaleza da povoação está classificada como Imóvel de Interesse Público.

A fortificação acolhe no seu interior um conjunto de edificações em estado de ruína, das quais se destacam as igrejas da Misericórdia e Matriz, a cadeia e os antigos paços do concelho.