A Águas de Santo André (AdSA) abriu um concurso público para uma intervenção na rede de água industrial da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).
A obra, com um preço base de 900 mil euros, pretende renovar um troço central de abastecimento e reorganizar dois pontos-chave de distribuição, com impacto directo no serviço prestado às indústrias da zona, segundo as peças do concurso.
O que vai mudar na rede de água industrial
O projecto prevê a substituição de uma conduta que liga os nós de distribuição Sul e Norte. Este troço é essencial para levar água industrial a vários clientes e a AdSA quer garantir uma ligação mais robusta e preparada para o “futuro crescimento” da ZILS.
A operação inclui também a renovação de equipamentos e ligações associadas, com o objectivo de “melhorar a capacidade de resposta da rede” e de “reduzir riscos de avarias” num ponto considerado “crítico”.
Nova organização dos nós Sul e Norte
No nó Norte, vai nascer uma nova câmara de válvulas. Esta estrutura vai concentrar funções que hoje estão distribuídas por várias câmaras antigas. Assim, a gestão da rede fica mais “simples” e mais “eficiente”.
No nó Sul, a câmara existente será profundamente remodelada. A intervenção inclui demolições internas, reconstrução de zonas degradadas e instalação de novos acessos e plataformas de trabalho. Serão ainda colocados novos componentes de controlo e segurança.
Estas mudanças vão permitir operar a rede com maior flexibilidade, facilitanto também futuras manutenções sem perturbar tanto o abastecimento.
Melhor controlo do caudal para a Repsol
Outro ponto central da empreitada é a substituição do sistema de medição de caudal no ponto de entrega à Repsol. A AdSA vai instalar um novo medidor, para leituras mais fiáveis.
Com este passo, a empresa pretende ter um controlo mais rigoroso sobre a água fornecida. Isso ajuda a gerir consumos, planear operações e responder melhor às necessidades dos clientes.
Obra faseada para manter o abastecimento
A intervenção será feita por etapas. Primeiro, será montada uma ligação provisória para garantir o fornecimento à Repsol. Só depois avançam os trabalhos principais.
A seguir, é construída a nova câmara Norte e instalada a nova conduta. Depois, é remodelada a câmara Sul e activada a ligação definitiva. No final, as estruturas antigas no Norte serão demolidas.
A AdSA quer que todo o processo decorra com o menor impacto possível para os clientes. Qualquer interrupção terá de ser planeada com antecedência.
Uma obra alinhada com a expansão de Sines
A empresa justifica a intervenção com o crescimento acelerado da ZILS. Há novos investimentos em curso e outros já instalados querem expandir. A rede de água industrial tem de acompanhar esta evolução.




















