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Comunidade escolar de Vila Viçosa celebra diversidade cultural com 13 nacionalidades: “Enriquece a escola” (c/fotos)

Iniciativa reuniu alunos, professores e famílias num momento de partilha cultural e gastronómica entre 13 nacionalidades no agrupamento.

O Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa assinalou esta quarta-feira, 21 de maio, o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento com uma iniciativa aberta à comunidade escolar, centrada na partilha de culturas, tradições e costumes de vários países representados no agrupamento.

A atividade integrou uma exposição e um lanche partilhado, envolvendo alunos, professores, encarregados de educação e, em particular, os estudantes estrangeiros que frequentam atualmente o agrupamento.

Segundo a organização, a iniciativa procurou promover o convívio e o conhecimento entre diferentes culturas presentes na escola.

Atualmente, o Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa conta com 37 alunos de 13 nacionalidades diferentes.

Em declarações aos jornalistas, a coordenadora da iniciativa, Alexandrina Gonçalves, explicou que o projeto surgiu na sequência do aumento do número de alunos estrangeiros e refugiados nos últimos anos.

“Temos vindo a receber mais alunos estrangeiros e alguns alunos refugiados. E sentimos sempre que não lhes estamos a dar a atenção suficiente ou que não os estamos a incluir de verdade”, afirmou.

A docente explicou que a escola decidiu aproveitar a data para criar um momento de aproximação entre toda a comunidade educativa.

“Achámos que era uma boa oportunidade aproveitar o Dia da Diversidade Cultural e pedir aos pais e aos alunos estrangeiros que temos na escola para nos mostrarem aquilo que eles têm como cultura, como tradições, como hábitos”, referiu.

Agrupamento tem alunos de 13 nacionalidades

De acordo com Alexandrina Gonçalves, os alunos estrangeiros presentes no agrupamento têm origens diversas, incluindo China, Paquistão, Afeganistão, Eritreia, Síria, Turquia, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Brasil.

“Temos cerca de 37 alunos de 13 nacionalidades. O maior número é da China, mas também temos alunos do Paquistão, Afeganistão, Eritreia, Síria, Turquia, Moçambique, São Tomé e Brasil”, explicou.

A coordenadora destacou ainda o crescimento registado nos últimos anos.

“Quando cheguei, havia cinco ou seis alunos estrangeiros. Em seis anos esse número evoluiu bastante”, disse.

Segundo acrescentou, o agrupamento tem recebido alunos refugiados provenientes de zonas de conflito do Médio Oriente, bem como estudantes oriundos de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Barreira linguística continua a ser desafio

A língua continua a ser uma das principais dificuldades no processo de integração dos alunos estrangeiros.

Alexandrina Gonçalves explicou que muitos chegam sem dominar português ou inglês, levando a escola e os colegas a recorrerem a ferramentas de tradução para facilitar a comunicação.

“Os alunos que vêm do Paquistão, do Afeganistão, da Síria ou da Eritreia não sabem inglês e só falam árabe. Nós usamos tradutores e as tecnologias para conseguir comunicar com eles”, afirmou.

A docente reconheceu que a integração nem sempre é imediata.

“Nem todos os alunos que já cá estavam aceitam os outros da mesma forma. A língua é, de facto, uma barreira. Não é muito fácil, mas todos acabam por ter grupos de amigos e momentos de partilha”, referiu.

Iniciativa procurou promover respeito e empatia

Para a coordenadora, a convivência entre alunos de diferentes culturas contribui para o desenvolvimento de valores como empatia, solidariedade e respeito pela diferença.

“Eu acho que esta pluralidade que existe na escola é um berço para gerar valores como o respeito, a solidariedade, a empatia e a amizade”, disse.

A responsável considera ainda que o contacto diário entre alunos de diferentes origens ajuda a combater preconceitos e a criar uma maior compreensão cultural entre os estudantes.

“Eles ficam habituados a conviver com a diferença. Quando ouvem falar na televisão sobre determinadas situações, já percebem que as pessoas não são todas iguais”, acrescentou.

Esta foi a primeira vez que o Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa promoveu uma iniciativa deste género para assinalar a data.

Apesar de admitir que existem aspetos a melhorar, Alexandrina Gonçalves destacou a adesão das famílias à atividade.

“Estávamos com algum receio que os pais não aderissem muito bem, mas eles aderiram muito bem e foram super generosos”, concluiu.

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