Na semana de 6 a 12 de janeiro de 2025, os dados sobre o setor suinícola em Portugal destacam uma estabilidade generalizada nas cotações nacionais dos porcos das classes E e S. No entanto, observou-se uma descida significativa no preço dos leitões com menos de 12 kg, que registaram uma redução média de 65 cêntimos por quilograma em relação à semana anterior.
No Alentejo, os leitões com menos de 12 kg apresentaram uma diminuição de 42 cêntimos por quilograma. Este desempenho reflete a tendência nacional de queda nos preços desta categoria de animais, que também se verificou noutras regiões, como Algarve e Ribatejo. A redução no preço dos leitões é relevante devido ao impacto que esta categoria tem na dinâmica da produção local.
As cotações das classes E e S de suínos mantiveram-se estáveis. A média nacional para o porco da classe E situou-se em 2,11 €/kg, enquanto o porco da classe S registou 2,10 €/kg. Na Beira Litoral, a cotação mínima da classe E apresentou um decréscimo marginal de 1 cêntimo por quilograma, sem reflexos significativos no Alentejo.
De acordo com dados do INE, de janeiro a outubro de 2024, o Alentejo registou uma produção significativa no contexto nacional. Os abates aprovados para consumo mostram uma leve subida de 1,3% no número total de cabeças em relação ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho reflete a resiliência da região, que continua a ser um pilar na produção suinícola portuguesa.
A estabilidade nas cotações das classes E e S, aliada à queda acentuada nos preços dos leitões, pode ter implicações na rentabilidade dos produtores alentejanos. O setor deverá monitorizar de perto a evolução dos preços e ajustar estratégias para enfrentar os desafios de um mercado volátil.



















