As cotações médias dos ovinos e caprinos registaram variações positivas no Alentejo durante a semana de 20 a 26 de outubro de 2025, segundo o Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA).
Ovinos com subida nas principais áreas de mercado
No setor ovino, as cotações médias nacionais dos borregos de 22 a 28 quilogramas aumentaram 51 cêntimos por quilograma, enquanto os de mais de 28 quilogramas registaram uma valorização de 4 cêntimos. Já os borregos com menos de 12 quilogramas mantiveram-se estáveis.
No Alentejo, verificaram-se aumentos nas áreas de mercado de Beja, Estremoz e Évora. Os borregos entre 13 e 21 quilogramas valorizaram entre 30 e 35 cêntimos por quilograma, enquanto os de mais de 28 quilogramas subiram entre 6 e 15 cêntimos em Beja, Elvas e Évora. A categoria de 22 a 28 quilogramas registou aumentos em todas as áreas do mercado regional, com variações entre 47 e 58 cêntimos por quilograma.
Segundo o SIMA, a procura para exportação, nomeadamente para Israel, continua a influenciar o comportamento do mercado destes animais.
Caprinos com estabilidade e oferta limitada no Alentejo
Nas cotações dos caprinos, os cabritos de menos de 10 quilogramas mantiveram estabilidade nas três regiões analisadas — Beira Interior, Beira Litoral e Trás-os-Montes. No Alentejo, a oferta de cabrito foi fraca no Alentejo Norte e relativamente fraca em Estremoz, sendo que a procura acompanhou a mesma tendência.
Os cabritos com mais de 10 quilogramas registaram uma subida das cotações mínimas de 40 cêntimos por quilograma e uma descida das máximas de 25 cêntimos.
Comércio internacional e abates
Entre janeiro e agosto de 2025, as exportações de ovinos atingiram 79,3 mil toneladas, mais 24,8% do que no mesmo período de 2024, enquanto as importações cresceram 56,9%. Já nos caprinos, as exportações somaram 174,6 toneladas, uma variação positiva de 86,9% face ao ano anterior.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística indicam ainda que, no mesmo período, o número de abates aprovados para consumo desceu 16,2% nos ovinos e 10,9% nos caprinos, confirmando a redução da oferta disponível no mercado interno.


















