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Agricultura: Mercado de bovinos no Alentejo regista oscilações nas cotações semanais

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Entre os dias 7 e 13 de abril de 2025, o mercado de bovinos no Alentejo apresentou variações significativas nas cotações, com oscilações distintas entre áreas de mercado e categorias de animais, segundo dados do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA).

Na região do Alentejo Litoral, observaram-se aumentos nas cotações mínimas de vitelos cruzados Charolês. O vitelo fêmea, entre os 6 e os 8 meses, registou um acréscimo de 0,50€/kg em peso vivo, enquanto o macho da mesma idade aumentou 0,10€/kg. Já os vitelos com idades entre 8 e 12 meses apresentaram evoluções mistas: no caso das fêmeas, os valores mínimo e mais frequente aumentaram 85€ e 25€ por unidade, respetivamente, embora a cotação máxima tenha caído 100€; nos machos, o valor mínimo subiu 50€, mas a cotação máxima recuou 75€ por unidade.

No Alentejo Norte, a tendência foi maioritariamente negativa. As cotações de novilhos e novilhas (12 a 24 meses, cruzados Charolês) caíram em todas as modalidades (mínima, máxima e mais frequente). O vitelo fêmea (6 a 8 meses) sofreu reduções até 1€/kg vivo na cotação mínima. O vitelo macho da mesma idade perdeu 0,50€/kg vivo na cotação mínima, sendo ainda observadas descidas nos valores máximos e mais frequentes. Também os vitelos entre 8 e 12 meses registaram quebras em todos os indicadores de cotação, tanto para fêmeas como para machos.

Em Beja, registou-se uma quebra nas cotações máximas de vitelos cruzados Charolês com idades entre os 8 e os 12 meses: menos 20€ por unidade no caso das fêmeas e menos 120€ no caso dos machos.

Na área de mercado de Elvas, houve também uma generalizada descida nas cotações. As novilhas e novilhos de 12 a 24 meses viram as cotações máximas e mais frequentes recuarem. As vacas para abate cruzadas Charolês registaram, contudo, um aumento de 0,30€/kg carcaça na cotação máxima. No segmento dos vitelos, tanto machos como fêmeas, verificaram-se descidas significativas nos valores.

Estremoz destacou-se com uma tendência de subida. Os vitelos, machos e fêmeas, entre os 6 e os 8 meses, registaram aumentos até 0,60€/kg vivo. Já os animais entre 8 e 12 meses apresentaram aumentos nos valores mínimos e mais frequentes, embora as cotações máximas tenham recuado.

Em Évora, as cotações acompanharam a tendência positiva de Estremoz. Os vitelos cruzados Charolês apresentaram aumentos até 0,69€/kg vivo nas fêmeas (6 a 8 meses) e 0,63€/kg nos machos. Para os animais entre os 8 e os 12 meses, registaram-se subidas de até 182€ por unidade nas fêmeas e 163€ nos machos, com redução apenas nas cotações máximas.

No conjunto da região Alentejo, as vacas para abate cruzadas Charolês aumentaram na cotação máxima e mais frequente. Também os vitelos machos, entre os 6 e os 12 meses, evidenciaram melhorias nas cotações mais frequentes, com as máximas a recuar ligeiramente.

Estes dados revelam a volatilidade do mercado de bovinos no Alentejo, com diferentes dinâmicas por sub-região e faixa etária, refletindo os ajustamentos da procura, da oferta e dos custos de produção nas explorações pecuárias alentejanas.

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