A cotação semanal de ovinos e caprinos registou várias subidas entre 17 e 23 de novembro de 2025, segundo os dados do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA). O Alentejo acompanhou esta evolução, com aumentos nas categorias de borrego mais pesadas.
Subidas nas cotações de borrego no Alentejo
Na região Alentejo Norte, a cotação mínima de borrego com mais de 28 kg aumentou 1,00 €/kg vivo. A cotação mais frequente do borrego entre 22 kg e 28 kg subiu 0,60 €/kg vivo. Na área de mercado de Elvas, a cotação máxima para borrego acima de 28 kg registou um acréscimo de 1,50 €/kg vivo.
A nível nacional, o borrego com menos de 12 kg foi a única categoria que registou subida da cotação média semanal, aumentando 0,083 €/kg vivo.
Evolução mensal mantém tendência de valorização
As cotações médias mensais confirmam a tendência de valorização ao longo de outubro. O borrego entre 22 e 28 kg registou uma subida de 7,82% face a setembro e de 20,32% comparando com o mesmo mês de 2024. O borrego com mais de 28 kg apresentou um aumento de 7,68% face ao mês anterior.
Índices de preço no produtor e consumidor em crescimento
O Índice de Preço no Produtor (IPP) para ovinos e caprinos, referente a setembro de 2025, atingiu 155,49 pontos, representando uma variação homóloga positiva de 10,25%. O Índice Harmonizado de Preço no Consumidor manteve igualmente valores superiores aos do ano anterior.
Caprinos com subidas nas regiões do interior
No setor caprino, a cotação semanal do cabrito com menos de 12 kg aumentou na Beira Litoral 0,75 €/kg vivo. No interior, a área de mercado da Cova da Beira registou aumentos de 0,50 €/kg vivo, enquanto na Sertã as subidas atingiram 1,00 €/kg vivo nas cotações máxima e mais frequente. A cotação mínima cresceu 0,50 €/kg vivo.
Abates e comércio internacional
Entre janeiro e setembro de 2025, o número de ovinos abatidos diminuiu 16,07% face ao período homólogo. No mesmo intervalo, o peso das carcaças registou uma redução de 16,39%.
No comércio internacional, destacam-se os aumentos no valor das exportações de ovinos vivos e carnes, que cresceram 55,84% no total. Já nas importações, o volume total aumentou 67,34%.
No segmento caprino, o valor das exportações de carne aumentou 45,18% até setembro, enquanto as importações recuaram 6,96% em animais vivos e subiram 41,80% em carne.




















