Na semana de 24 a 30 de março de 2025, os mercados de ovinos e caprinos registaram quebras nas cotações em diversas regiões do país, com especial incidência no Alentejo, de acordo com a informação divulgada pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA).
No setor dos ovinos, observou-se uma descida generalizada das cotações dos borregos no Alentejo, com exceção da área de mercado de Elvas, onde os preços se mantiveram estáveis. Os borregos de 13 a 21 kg desvalorizaram entre 0,88 €/kg e 1,57 €/kg, os de 22 a 28 kg entre 0,80 €/kg e 1,05 €/kg, e os de mais de 28 kg entre 0,50 €/kg e 0,90 €/kg. Esta descida é atribuída à diminuição da procura para exportação, sobretudo para Israel.
Em termos nacionais, as cotações médias semanais dos borregos de 22-28 kg e de mais de 28 kg registaram quebras significativas face à semana anterior, com descidas de 72 e 51 cêntimos por quilo, respetivamente. Já os borregos de menos de 12 kg mantiveram a estabilidade de preços.
No que respeita ao setor caprino, também se verificou uma tendência de descida no Alentejo. Nas áreas de mercado de Alentejo Norte e Estremoz, os cabritos com menos de 10 kg desceram 25 cêntimos por quilo, enquanto no Alentejo Norte se registou ainda uma quebra de 10 cêntimos na cotação máxima dos cabritos com mais de 10 kg. Nas restantes regiões analisadas – Beira Interior, Beira Litoral e Trás-os-Montes – os preços dos cabritos de menos de 10 kg mantiveram-se estáveis.
Os dados preliminares de comércio internacional referentes ao mês de janeiro indicam que as saídas de ovinos registaram uma quebra de 23,9% em número de cabeças e de 12,2% em toneladas, comparativamente ao período homólogo de 2024. No caso dos caprinos, as exportações diminuíram 7,9% em número de animais e 3,7% em peso.
Em termos de abates aprovados para consumo, os ovinos caíram 12% em número de cabeças e 4,4% em toneladas face a janeiro de 2024. Nos caprinos, a redução foi de 7,9% em cabeças e 3,7% em peso.
Os preços médios da carne de ovino e caprino em fevereiro situaram-se nos 144,78 euros por 100 kg em Portugal, representando um aumento de 8,3% face ao mesmo mês de 2024.



















