Na semana de 28 de abril a 4 de maio de 2025, a cotação dos ovinos e caprinos registou uma tendência de descida no Alentejo, segundo os dados divulgados pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA). A quebra de preços afetou várias categorias de borregos e cabritos, com destaque para os efeitos da procura externa e o fim do período de retenção para prémio.
Ovinos: descida de preços em várias categorias no Alentejo
No setor dos ovinos, a região do Alentejo registou variações significativas nas cotações. A oferta de borrego foi considerada fraca no Alentejo Norte, média em Estremoz, Beja, Elvas e no Alentejo Litoral, e relativamente abundante em Évora. A procura apresentou-se animada no Alentejo Norte, relativamente animada em Beja, Estremoz e Elvas, e média em Évora e no Alentejo Litoral.
As cotações sofreram reduções em várias áreas de mercado:
- No Alentejo Norte e em Elvas, o preço dos borregos de 13-21 kg desceu 10 cêntimos por quilo.
- Os borregos de 22-28 kg registaram quebras entre 35 a 42 cêntimos por quilo.
- Os animais com mais de 28 kg caíram 14 cêntimos por quilo.
A influência da procura externa, particularmente para exportação com destino a Israel, continua a condicionar a evolução dos preços no mercado regional.
Caprinos: quebras acentuadas em Estremoz e Alentejo Norte
Nos caprinos, a oferta foi relativamente fraca no Alentejo Norte e média em Estremoz. A procura situou-se em níveis médios no Alentejo Norte e relativamente animada em Estremoz.
As cotações dos cabritos apresentaram uma descida nas duas zonas:
- Os cabritos com menos de 10 kg registaram uma quebra entre 75 e 85 cêntimos por quilo.
- Os de mais de 10 kg desceram entre 25 e 50 cêntimos por quilo.
Esta evolução reflete uma conjugação entre o abrandamento da procura e uma oferta que, embora limitada, não foi suficiente para evitar o ajustamento em baixa dos preços.
Produção e comércio: dados nacionais em crescimento
A nível nacional, os dados do INE mostram um crescimento no volume de abates e produção de ovinos e caprinos no primeiro bimestre de 2025. Os ovinos registaram um aumento de 7,1% no número de cabeças e de 16,8% no peso total abatido face ao período homólogo. Nos caprinos, a variação foi de 1,3% em número de cabeças e de 6,9% no peso total.



















