De acordo com os dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), entre 1 e 7 de setembro de 2025 registaram-se fortes descidas nas cotações de frutas no Alentejo.
Na área de mercado de Beja, a melancia «Crimsonsweet» não calibrada apresentou uma quebra de 41%. O melão «Branco Espanhol» não classificado desvalorizou 20% e a meloa «Gália» não classificada caiu 14%.
Na área de mercado de Mora terminou a campanha do pêssego «Polpa Amarela». Já em Borba, a campanha da ameixa «Rainha Cláudia» decorreu entre as semanas 30 e 35, não havendo registos na semana analisada.
Situação em outras regiões
O relatório mostra ainda que no Alentejo Litoral a cotação do pinhão manteve-se estável, sem alterações face à semana anterior.
Fora do Alentejo, verificaram-se desvalorizações noutras frutas. Em Trás-os-Montes, a maçã «Golden Delicious» caiu 23%. Na Vilariça, o pêssego «Polpa Amarela» registou descidas superiores a 30%. Já em Mirandela, o figo «Vindimo» recuou 20%.
Em contrapartida, registaram-se aumentos em algumas regiões. No Ribatejo Oeste, a framboesa subiu 13%. No Porto, o melão «Branco Espanhol» teve um acréscimo de 23% devido à menor oferta.
Comércio internacional
Entre janeiro e julho de 2025, Portugal registou variações relevantes nas trocas de frutas frescas. As exportações de peras aumentaram 21% e as de figos frescos cresceram 949%. Já os pêssegos apresentaram uma quebra de 54% nas exportações.
Nas importações, destacam-se os aumentos de limões (126%), melões (39%) e uvas de mesa (49%). As importações de pêssegos recuaram 20% e as de ameixas 9%.
No segmento dos frutos secos e secados, a amêndoa sem casca viu as exportações aumentarem 96% e as importações crescerem 34%. A castanha com casca registou subidas de 148% nas exportações.
O relatório semanal do SIMA evidencia que, no Alentejo, os produtos de verão como melancia e melão enfrentaram forte pressão descendente de preços, influenciados pela concorrência de fruta espanhola e pelo final da campanha de produção.



















