Quinta-feira, Maio 23, 2024

Aeroporto em Alcochete não é «derrota» para Vendas Novas

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Com o novo aeroporto de Lisboa a ir para Alcochete, em detrimento de Vendas Novas, Valentino Cunha, presidente da autarquia vendasnovense, não vê esta situação como uma «derrota», em declarações a’ODigital.

«Eu não vejo isto como uma derrota, nem acho que Vendas Novas tenha perdido alguma oportunidade», sublinhou o autarca, acrescentando ainda que «o Campo de Tiro de Alcochete é quase como se fosse uma espécie de ‘Vendas Novas 2’».

Instalando-se a cerca de 30 quilómetros da cidade, o novo aeroporto, segundo o presidente, poderá, ainda assim, ter efeitos no concelho: «Os efeitos sentir-se-ão certamente em Vendas Novas».

«Estou em crer que vamos ter aqui uma oportunidade de termos mais empresas, mais construção, mais habitação e mais riqueza», destacou Valentino Cunha, dizendo ainda que esta opção por Alcochete «vai nos beneficiar muito com outras dinâmicas e com infraestruturas colaterais».

«Esta infraestrutura terá um conjunto de áreas de logística, áreas empresariais, de apoio e terá a construção da tal cidade aeroportuária que extravasaram há muito aquilo que é a zona envolvente do aeroporto», referiu.

O presidente deixou claro também que esta solução pode ser uma «mais-valia extrema», pois quer que a cidade alentejana seja vista «não só como a porta do Alentejo», mas também como «porta da região da Área Metropolitana de Lisboa».

«Estou convicto que o progresso passará por aqui e ficará aqui também instalado grande parte desse progresso», atirou ainda o autarca.

Valentino Cunha confessou ainda que, em reunião de câmara, foi determinado sugerir à Comissão Técnica Independente que fosse feito um «Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território», que envolvesse Vendas Novas «para que os municípios envolventes se organizem, se coordenem, para que esta infraestrutura e as suas replicações, em termos económicos e de ordenamento do território, possam ser bem planeadas para termos aqui um desenvolvimento e uma coesão territorial maior».

Ainda que esta decisão possa não ser definitiva, o autarca defendeu que o país «já não pode esperar mais», pois «destruiria por completo qualquer credibilidade, ao nível de decisão política e da decisão de infraestruturas, do nosso país».

Em relação ao que poderá acontecer ao Alentejo com a ida do aeroporto para Alcochete, o presidente reforçou que «vamos ter uma das mais importantes infraestruturas do país a cerca de 25 quilómetros da fronteira do Alentejo» e que isso «se vai repercutir por toda a região».

«É um aeroporto que deve ser visto pelos alentejanos como algo que poderá mudar por completo a estrutura económica da região», afirmou o edil vendasnovense, acrescentando que «estamos aqui numa visão de que agora sim, podemos voltar àquilo que tem sido a tendência de despovoamento».

«Sempre nos afirmamos como a porta do Alentejo. Com este aeroporto aqui tão próximo, quando concretizado, ainda teremos uma outra porta que é a porta da Europa. A porta das exportações e das importações. Isso tem uma consequência ao nível do tecido económico gigante», concluiu.

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