Administração do Hospital de Évora confirma problemas, mas nega o fecho da pediatria

Hospital do Espírito Santo de Évora

Depois de algumas notícias vindas a público, que davam conta do possível fecho da Urgência Pediátrica do Hospital do Espírito Santo de Évora, o Conselho de Administração veio agora a público esclarecer que “em tempo algum foi colocada a hipótese de encerramento deste atendimento.”

O Conselho de Administração recorda e confirma que “há constrangimentos de recursos humanos na equipa de urgência, por motivo de rescisões de contrato (3 Pediatras) e por baixa médica (4 Pediatras). Tendo em conta que as baixas médicas são provisórias, o Conselho de Administração procurou, em articulação com a direção do Serviço de Pediatria, uma solução para garantir este atendimento. A solução do Serviço passou pela tentativa de contratação de mais Médicos Pediatras, mas, apesar do esforço por parte desta Administração, sem sucesso.”

Face à falta de outra solução, o Conselho de Administração salienta ainda que “propôs um modelo de atendimento para que os atendimentos de urgências pediátricas se mantivessem e garantir a assistência às crianças e jovens do Alentejo, assegurando a qualidade, ou seja, um modelo com uma equipa de um pediatra e dois médicos com prática na área pediátrica, que entrou em vigor dia 6 de outubro.”

Em comunicado o Hospital de Évora refere que “a par desta realidade, o HESE confronta-se como uma situação conjuntural que agrava este quadro. O HESE tem hoje 23 Pediatras, na sua grande maioria em idade que permite a dispensa de realização de atendimento no serviço de urgência pediátrica. Face a esta situação, aumentar os recursos humanos do Serviço de Pediatria tem sido uma prioridade para este Conselho de Administração e, entre 2017 e 2019, foram contratados cinco Pediatras.”

Conclui recordando “o investimento que foi feito para que este Serviço cumprisse todas as condições de segurança e qualidade para os doentes e para os profissionais que aí trabalham. Em dezembro de 2019, as instalações sofreram profundas remodelações, dispondo, desde então, de um espaço mais amplo, com mais gabinetes de atendimento e uma capacidade instalada para um aumento de camas para internamentos de curta duração, uma obra enquadrada no projeto ReMoTe – Requalificação e Modernização Tecnológica do HESE, que custou 369.000 euros (IVA Incluído), com 85% de financiamento do FEDER.”