A Associação de Agricultores do Sul (ACOS) tem agora, nos seus laboratórios de química, a valência de Análise Sensorial ao azeite.
Em declarações a’ODigital.pt, Helena Monteiro, responsável pelos laboratórios, explicou que esta nova análise é medida «através da avaliação de provadores devidamente treinados», para classifica o produto alimentar como Virgem, Extra Vigem ou Lampante.
Mais que a acidez, há outros parâmetros
«Para fazer essa classificação são necessários dados, que nos são dados por análises químicas, mas também por uma análise sensorial», sublinhou ainda a responsável, revelando que «não interessa só a acidez do azeite, por exemplo, mas também outros parâmetros e a análise sensorial».
Sendo este um «parâmetro obrigatório», Helena Monteiro destacou que a análise sensorial é «essencial para se conhecer a qualidade do azeite».
Defeitos organoléticos impedem azeite de ser classificado
«Quando os provadores provam e se identificarem um defeito o azeite já não pode ser classificado como azeite virgem extra, por exemplo, mesmo que tenha uma acidez muito baixa», realçou ainda.
Desta forma, explanou que há dois «grupos de parâmetros», sendo eles a Qualidade e a Pureza. Porém, «desde que o azeite tenha um defeito organolético, que seja identificado na prova, esse azeite já não pode ser classificado».
Grupo de provadores garante rigor
Já em relação aos provadores, a responsável vincou que tem 18 disponíveis nos laboratórios, uma vez que «temos de ter no mínimo oito provadores e um máximo de 12, no sentido de um resultado emitido».
Ou seja, «uma análise sensorial é sempre uma análise subjetiva e, portanto, tem de haver aqui um conjunto de provadores para tentar minimizar essa subjetividade».
Assim, há um «banco de reservas» que permite à ACOS «ter sempre o número de provadores necessários», segundo Helena Monteiro, até porque «nem todos podem estar disponíveis».



















