“A situação já é suficientemente grave para estar a alimentar polémicas”, diz Primeiro Ministro Reguengos de Monsaraz

António Costa pronunciou-se
Foto: Observador.pt

O Primeiro-Ministro, António Costa, pronunciou-se, esta terça-feira, sobre a polémica do surto de Covid-19 que eclodiu no Lar de Reguengos de Monsaraz e que vitimou 18 pessoas. Uma polémica que surgiu após vários relatórios terem vindo a público e que davam conta de várias irregularidades, relatórios que a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social diz não ter lido.

António Costa começou por dizer que a preocupação com os lares “está presente desde o primeiro minuto”, referindo que “os espaços onde se concentra a população idosa são locais de maior risco”.

Já sobre o lar de Reguengos de Monsaraz, o Chefe do Governo adiantou que Ana Mendes Godinho terá instaurado um inquérito logo dia 11 de julho e dia 16 já estava a comunicar os resultados do inquérito.

António Costa referiu que “não nos devemos distrair do essencial nem estar aqui em polémicas artificiais, cada um deve-se concentrar no trabalho que lhe compete, ao ministério do Trabalho compete fiscalizar e apoiar os lares, é isso que faz regularmente, e só no último ano foram encerrados 100 lares”.

“Não houve nas palavras da ministra nenhuma tentativa de desvalorização da realidade, convém não esquecer que os lares não são do Estado. São fruto da atividade do terceiro setor, que são parceiros do Estado. Se desvalorizassemos a gravidade da situação não tínhamos aumentado os recursos financeiros e feito a testagem e reforço dos meios de proteção individual. Não há qualquer tipo de desvalorização”, disse ainda António Costa.

Costa concluiu afirmando que “a situação já é suficientemente grave para estar a alimentar polémicas”.