A Coudelaria de Alter assume-se como um polo de referência na preservação e promoção do cavalo lusitano, apostando na diversificação da oferta turística. José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, destaca que as parcerias entre o setor público e privado são essenciais para valorizar o património e qualificar os serviços turísticos, tornando a experiência dos visitantes mais rica e atrativa.
«Este espaço é um espaço de excelência e a questão é que tem que se mostrar ao mundo que ele é um espaço de excelência», afirmou José Santos, sublinhando que a Coudelaria de Alter reúne diversas vertentes que, quando integradas, criam um produto turístico único. «Temos muita história, muito património, toda a componente ligada à qualidade genética e à criação do cavalo lusitano. Mas também temos alojamento, restauração e animação. O que se deve fazer, e o que está aqui a acontecer, é fundir tudo isso numa experiência e mostrar às pessoas», acrescentou.
Parcerias para um Turismo Mais Forte
Durante o evento realizado na Coudelaria de Alter, foi assinado um protocolo entre a Companhia das Lezírias, o Grupo Vila Galé e a Escola Profissional de Alter, um passo estratégico para consolidar o turismo na região. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo considera que esta cooperação permitirá criar sinergias e impulsionar a atratividade do destino.
«Esta parceria integra várias valências e possibilita dar mais valor à experiência turística e ao serviço turístico», afirmou José Santos, destacando que ao oferecer um produto mais completo e diferenciado, a Coudelaria de Alter pode captar mais visitantes e prolongar a permanência dos turistas. «É isso que faz com que possamos ter mais clientes, possamos atrair mais pessoas, as pessoas possam ficar mais tempo e, depois, promover a sua própria estadia», reforçou.
O responsável sublinha que este modelo de desenvolvimento turístico, assente na colaboração entre o setor público e privado, tem sido determinante para o crescimento do Alentejo e do Ribatejo como destinos de excelência. «Aqui está a prova de que privados e públicos podem estar unidos na criação de um grande empreendimento turístico», afirmou, realçando o impacto positivo do Grupo Vila Galé na região.
O grupo hoteleiro tem vindo a investir na recuperação de edifícios históricos e na diversificação da oferta turística, com projetos já concretizados em Elvas e Alter do Chão, e novas iniciativas em curso no Ribatejo, como na Golegã e em Santarém. «O Vila Galé acaba por ter aqui um papel muito importante no turismo da região», frisou José Santos.
A Internacionalização do Turismo Equestre
A recente classificação da Arte Equestre Portuguesa como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO representa uma oportunidade para reforçar a promoção internacional da Coudelaria de Alter e do turismo equestre na região. No entanto, José Santos considera que ainda há um longo caminho a percorrer nesse domínio.
«Creio que esse é um desafio para os próximos anos. Ainda não temos integrado este tema na nossa narrativa promocional nos mercados externos», reconheceu, defendendo que a valorização da tradição equestre poderá atrair novos nichos de mercado. «Agora, com a classificação da UNESCO, precisamos de comunicar melhor esta oferta. Alguns mercados vão dar mais importância a esta temática do que outros, e é esse trabalho de marketing que temos que desenvolver», explicou.
Entre os mercados estratégicos, José Santos destaca os Estados Unidos, onde existe um público potencialmente interessado no turismo equestre e nas tradições culturais associadas ao cavalo lusitano. «Estou plenamente convencido de que toda esta oferta, todo este cluster ligado ao turismo equestre, vai ser muito importante para captarmos mais nichos de mercado», afirmou.
Para alcançar esse objetivo, o responsável sublinha a necessidade de um trabalho conjunto entre entidades públicas e privadas. «É preciso trabalhar com os operadores turísticos, com a Companhia das Lezírias, com a Câmara de Alter, com a Câmara da Golegã e, obviamente, com grupos económicos como o Vila Galé, que já identificaram o turismo equestre como um fator de diferenciação e nele apostaram», concluiu.
Coudelaria de Alter: Património e Inovação ao Serviço do Turismo
A Coudelaria de Alter continua a evoluir, preservando a sua identidade histórica e ao mesmo tempo adaptando-se às novas exigências do setor turístico. O investimento em parcerias estratégicas e a crescente aposta na promoção internacional colocam Alter do Chão e o Alentejo no mapa do turismo equestre, assegurando a sustentabilidade de um património que atravessa gerações.
Com a valorização das suas diversas valências – da criação do cavalo lusitano ao alojamento e gastronomia –, a Coudelaria de Alter assume-se não apenas como um centro de excelência equestre, mas também como um destino turístico de referência, onde tradição, cultura e inovação caminham lado a lado.



















